“So fail. Be bad at things. Be embarrassed. Be afraid. Be vulnerable. Go out on a limb or two or twelve. You will fall, and it will hurt. But the farther you fall, the higher you will rise. The higher you rise, the clearer your future becomes. Failure is a gift, welcome it. There are people who spend their whole lives wondering how they became the people they became, how certain chances pass them by, why they didn’t take the roads less traveled. Those people aren’t you. You have front row seats to your own transformation and in transforming yourself, you might transform the world. It will be electric, and I promise it will be terrifying. Embrace that; embrace the new person you’re becoming. This is your moment. I promise you, it is now, not to two minutes from now, not tomorrow, but really now. Own that, know that deep in your bones, go to sleep every night knowing that, wake up every morning remembering that, and keep going.” Autor desconhecido.
“Foi durante a minha temporada no Café Society que nasceu uma canção que se tornaria o meu protesto pessoal: ‘Strange Fruit’. O germe da canção foi um poema escrito por Lewis Allen. Eu o conheci no Café Society. Quando me mostrou aquele poema, gostei dele na hora. Parecia incluir todas as coisas que haviam matado papai.
Allen também sabia como papai morrera e naturalmente se interessava pelo meu canto. Sugeriu que eu e Sonny White, o pianista que me acompanhava na época, transformássemos o poema em música. Então nós três nos sentamos e fizemos o trabalho em cerca de três semanas. Também contei com a maravilhosa assistência de Danny Mendelsohn, outro escritor que fizera arranjos pra mim. Ajudou-me a arranjar a música e a ensaiá-la pacientemente. Trabalhei como o diabo, porque nunca tive certeza de que seria capaz de transmitir a mensagem da canção ou de passar para um público de clube noturno as coisas que ela representava pra mim.
Tive medo de que as pessoas detestassem. Na primeira vez que cantei, achei que havia sido um equivoco e que meu receio era justificado. Não houve nem mesmo uma tentativa de aplauso quando terminei. Então uma pessoa sozinha começou a aplaudir nervosamente. De repente, todo mundo estava aplaudindo.
A canção pegou depois de algum tempo, e as pessoas começaram a pedir que eu cantasse. A versão gravada pelo selo Comodore tornou-se meu disco mais vendido. Apesar disso, ainda me deprime toda vez que a canto. Lembra-me de como papai morreu. Mas preciso continuar a cantá-la, não só porque as pessoas pedem, mas porque vinte anos depois da morte de papai as coisas que o mataram continuam acontecendo no Sul.
Ao longo dos anos tive uma quantidade de experiências estranhas em função daquela canção. Ela tem um jeito de separar as pessoas normais das quadradas e caretas. Certa noite, em Los Angeles, uma perua ficou de pé no clube onde eu me apresentava e disse:
- Billie, por que não canta aquela sua canção sexy tão famosa? Sabe, aquela dos corpos nus pendurados nas árvores?
Desnecessário dizer que não cantei.
Mas em outra ocasião, na Rua 52, terminei um set com ‘Strange Fruit’ e me dirigi como sempre ao banheiro. Ela consome todas as minhas forças.
Uma mulher entrou no toalete das damas do Downbeat Club e me encontrou arrasada de tanto chorar. Eu tinha deixado o palco correndo, quente e fria, desgraçada e feliz. Olhou pra mim e lágrimas brotaram de seus olhos.
- Meu deus – disse ela - , nunca ouvi uma coisa tão bonita na minha vida. Você ainda pode ouvir um alfinete cair naquela sala.
Poucos meses atrás, num clube de Miami, fiz toda uma temporada de duas semanas sem cantar ‘Strange Fruit’. Não estava a fim de me chatear com as cenas que acontecem toda vez que canto essa música no Sul. Não queria começar nada que não conseguisse terminar. Mas, uma noite, depois de todo mundo me pedir vinte vezes para cantá-la, acabei cedendo. Havia um sujeito em particular que viera ao clube dias seguidos, sempre pedindo ‘Strange Fruit’ e ‘Gloomy Sunday’. Não sei por que queria ouvir uma ou outra. Aquilo tinha para mim uma cara de ‘domingo tenebroso’. Mas finalmente cantei o que eles pediam e ainda dei bis.
Quando cheguei à frase final da letra eu estava com a voz mais raivosa e mais forte do que conseguira em muitos meses. Meu pianista se achava no mesmo estado de espírito. Quando eu cantei ‘…for the sun rot’, ele fez uma pontuação ao piano, ‘…for the wind to suck’, eu acentuei as palavras como nunca haviam sido acentuadas antes. Eu fustigava a platéia, mas o aplauso foi algo que nunca ouvira antes. Deixei o palco, subi ao camarim, troquei de roupa e, quando desci, ainda estavam aplaudindo.”