anda. corre. voa.
anda, corre, voa: fotograma
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hXjyLK0qUqM]
Tchau 2007.
anda, corre, voa: fotograma
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hXjyLK0qUqM]
Tchau 2007.
ou Os Últimos Filmes de 2007
1) O Amor nos Tempos do Cólera

A produção baseada no livro homônimo de Gabriel Garcia Márquez, estreou semana passada em São Paulo e estréia quarta que vêm aqui em The. A pré-estréia para imprensa e blogueiros BloggersCut aconteceu no comecinho do mês, em alguma sala do Unibanco Arteplex do shopping Frei Caneca. Meu amigo e jornalista P.A.Jansen, que não leu o livro, acha que o filme vai agradar especialmente mulheres [românticas] de meia idade. Quanto a mim, fiquei aliviada de o filme, apesar de estar longe de se comparar ao livro [as usual], não ser nenhuma bomba absurda e mal adaptada de uma das melhores obras do meu autor favorito. Destaque para Fernanda Montenegro, como Transito Ariza, e para a trilha sonora de Antonio Pinto, o mesmíssimo de Cidade de deus.

2) Across the Universe

Minha cara Rita Prado foi quem me chamou atenção para o trailer desse filme, que conta uma história de amor através de músicas dos Beatles. Encantada pelo vídeo, e me lembrando que Moullin Rouge não era assim tão ruim afinal, ignorei solenemente o fato de o filme ser um musical [gênero que não é bem o meu preferido] e aguardei ansiosamente a estréia, acompanhando as confusões e divergências freqüentes entre a diretora Julie Taymor e o Revolution Studio [que aparentemente jamais se entenderam sobre a montagem final da película]. Odeio decepcionar [my lovely] Rita; tampouco quero tirar a empolgação de Lucy [in the sky], duas das pessoas que eu conheço que esperam pelo filme tanto quanto eu esperei, mas a tal espera, na minha modesta opinião, não vale a pena. Embora o visual do filme seja lindo, embora Jim Sturgess seja lindo, embora a cena dos morangos seja linda, embora Dana Fuchs seja linda [no papel de uma cantora que “lembra” muito Janis Joplin, e que tem um caso com um guitarrista que é a cara de Jimi Hendrix], a conclusão é que, definitivamente, eu não gosto de musicais, e que Julie Taymor peca pelo excesso de pretenso lirismo e psicodelia.
3)Death Proof

O meu primeiro presente de natal do ano foi um Tarantino: Kill Bill volumes 1 e 2, do meu primo querido e sancho pança, Igor Bento. O meu segundo presente de natal do ano também foi um Tarantino, e também veio de um Igor. Mas sobre Death Proof, a metade Tarantino do projeto Grindhouse [uma brincadeira para homenagear filmes de terror toscos exibidos em cinemas mais toscos ainda – as tais grindhouses – na década de 70], tudo o que eu tenho a dizer, mais uma vez, é que dedico todo o meu amor a Quentin Tarantino, e aos Igor’s da minha vida, que sabem bem como me fazer feliz.
“A coisa toda deve ter durado uns dois minutos. Menos até. Me imaginei mudando de idéia sobre tudo aquilo dos últimos tempos. Passou por mim o pensamento: você e eu num apartamento amplo, janelas grandes, piso de madeira, poucos móveis, pôsteres e letras nas paredes, uma cama grande pra gente foder todo dia e música, muita música, em alguma cidade com praia. Durou mais ou menos uns dois dias. Ou três. E aí o roxo se esmaeceu em amarelo. Lembro de você, enquanto penduro roupas no varal.”

>>Faz tempo que eu tenho que escrever sobre The Darjeeling Limited, novo filme de Wes Anderson, cuja cabine para imprensa e blogueiros BloggersCut aconteceu há duas semanas[?], no Espaço Unibanco, com aquele maravilhoso café da manhã e tudo o mais. Mas não há muito mais o que dizer além da sensibilidade e beleza do filme; além do cuidado, do roteiro bem escrito a três mãos, das excelentes atuações e das situações, ora doídas, ora engraçadas, sempre tocantes. Não há muito o que dizer diante daquelas cores. Me derreto fácil diante das cores de Wes Anderson desde The Royal Tenenbaums, e fica combinado que a música da vez é Play With Fire [The Rolling Stones]. O filme estreou em São Paulo na última sexta. Chegue cedo pra ver o curta com a Natalie Portman.
>>Faz tempo que eu enrolo pra ver Jogos Mortais [fui uma admiradora de filmes de horror na adolescência], mas depois de uma amiga gentilmente me emprestar os três primeiros dvd’s da série, sem que eu nem ao menos pedisse, não pude mais evitar; assisti os três basicamente em uma sessão só e não estou bem certa sobre o adjetivo “bom”. Acontece que os finais dos filmes até são interessantes [embora essa “qualidade” diminua à medida que o número de continuações aumenta], e confesso que fiquei curiosa pra saber como Darren Lynn Bousman costurou o quarto filme [está nos cinema, alguém me convida?], já que no terceiro aparentemente se acaba tudo. Por outro lado, o vilão da série não me convenceu em nenhum momento, e se é pra comparar, perto de personagens como Dr.Hannibal Lecter e John Doe, Jigsaw me faz pensar em um grande, cruel e macabro…livro de auto ajuda.
>>Faz tempo que eu tenho quatro filmes não vistos no HD, remanescentes da minha tentativa frustrada de me dar bem com o Emule. Consegui assistir dois deles durante as minhas quase férias o super feriado prolongado de seis dias que passou por aqui na semana passada: A) A Festa Nunca Termina, filme de Michael Winterbottom [o mesmo de 9 Songs e Código 46] sobre a efervescente cena musical de Manchester nos anos 70 e 80, me foi vendido como o melhor filme do gênero nos últimos anos…tirando a cena do primeiro show do Sex Pistols e a parte que conta [ainda que superficialmente] a história do Joy Division, achei chato. Pra caralho. B) Coisas Que Nunca Te Disse, terceiro filme de Isabel Coixet, já dá mostras da sensibilidade e da dualidade de sentimentos e situações que a moça conduz com maestria em Minha Vida Sem Mim…mas confesso que com um título bom desses eu esperava mais; sem contar que a cena da lavanderia desse não chega aos pés da cena da lavanderia do outro, pronto falei [o “pronto, falei” é o novo preto, minha gente]. Anyway. Ainda me resta um Truffaut e aquele outro da mulher, o amante, não sei mais quem e o ladrão [ou qualquer coisa assim]. Quem sabe no próximo feriado.

>>Fazia tempo que eu não via Buffalo ’66, mas esse fim de semana me deu vontade por causa da cena das fotos [tudo mentira, por causa do Vincent Gallo como todo mundo sabe]. Em compensação, tenho medo dos filmes de vampiro com ares de cinema impressionista alemão, com participação especial de David Lynch interpretando um porteiro[?], que passam na Band de madrugada.
>>Faz tempo que eu vi Zodíaco e Ray, mas nunca falei deles por aqui porque fiquei tímida de dizer que achei um filme de David Fincher chato assim, em público, e porque não ia dar pra falar do Ray sem falar mais uma vez do quanto eu gosto de música, sem meter o meu avô no meio, sem fazer a piada da campainha e do apito pra falar da minha vontade de tocar piano e sem ser piegas. Ainda assim devo dizer que os dois valem o aluguel na locadora [ ou umas horinhas de download]. Zodíaco porque apesar de ser chato a maior parte do tempo [pronto, perdi a vergonha], tem seus momentos interessantes, e é um filme do David Fincher, pô, que pelo menos comigo tem crédito depois de Seven e Clube da Luta. E Ray [apesar de ser uma cinebiografia e do meu atrás com cinebiografias] por causa da atuação de Jamie Foxx [que é mesmo uma feladaputice] e da música, obviamente.
>>E por falar em música, faz tempo que eu quero escrever um post sobre o Last Fm [a melhor “comunidade virtual” que surgiu nesse mundo de orkut’s, facebook’s e twitter’s] e sobre as minhas “novas” bandas preferidas descobertas ou reconhecidas lá [with a little help of my friends]. Mas nessas alturas do campeonato todo mundo já deve saber das vantagens de se ter uma conta no site, então me resta sugerir, àqueles que nunca ouviram, que ouçam: Galaxie 500, Smog, Sambassadeur, The Tamborines, Math And Physics Club e Azure Ray.
>>Faz tempo que não te vejo. Quero matar meu desejo. Te mando um monte de beijo. E tudo o mais.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CGKIIiDEB8o]
*spoiler.
Sabe qual foi a melhor parte dos últimos dias? Ouvir uma banda de blues que eu não sei o nome, num bar que eu não sei o nome. Eu sempre me lembro do meu avô em situações como essa, onde a música é a melhor parte, e é feita com vontade, e fico imaginando como deveria ser quando ele ainda podia tocar. Eu poderia tranquilamente viver disso; ouvir músicos e bandas que eu não sei o nome em lugares que eu não sei nome, pelo prazer de ouvir o prazer de tocar.
Sabe qual a minha mais nova palavra preferida? Afeto. A mim encanta a intimidade respeitosa que mora nas entrelinhas e que dá as caras no olhar que procura, seguido da pergunta interessada feita em voz baixa; está tudo bem? Sim. Acho que isso tem a ver com afeto. E afeto não só é uma palavra bonita, como me parece uma palavra tranqüila. O que é ainda melhor. Eu também adoro essa palavra: tranquila.
Sabe o que eu descobri noite dessas? Que ouvir “Dindi” e “Joana Francesa” algumas vezes antes de dormir espanta pesadelos. Experimenta pra você ver.
Sabe qual é a minha nova música preferida da semana? Aquela do The Moldy Peaches com os versinhos sobre desenhos animados.
Eu gosto de anos que passam rápido.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=mmNAB9WekwI]
“the future is uncertain/and the end is always near”