azar o seu, querida*

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fln.sc

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“Someday
When I’m awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight”

sony foam city.

sony foam city.
Porque depois de bolinhas coloridas, espuma não seria nada mal.
http://br.youtube.com/watch?v=luOL41yLG5c

think pink.

Pra celebrar a casa nova.
http://www.youtube.com/watch?v=mm1oOXk4EGs

laços.

ou “enquanto a novidade não vem”
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gl74J-aAnfg]
[suspiro]

curtas.

[live from the/pi]

>>Das coisas que me emocionam: casais se despedindo no aeroporto. Na rodoviária. No metrô. Na porta do elevador.

>>”Os lacônicos foram um dos povos de Esparta, na antiga Grécia, que tiveram que lutar contra os macedônios. Um dia o exército comandado por Felipe de Macedônia, o pai de Alexandre, O Grande, mandou um emissário com a seguinte mensagem: ‘Se eu entrar em Lacônia com o meu exército, arrasarei a Esparta até não sobrar mais nada’. Os espartanos responderam [tinham culhões os rapazes] com uma simples palavra: ‘Se’.” J.R.Duran, em sua coluna Polaroid, na revista Trip #161.

>>Faz calor em Teresina. E entre um vislumbre e outro de que posso morrer esturricada a qualquer momento, me vem na lembrança aquele micro conto de Andréa Del Fogo: “_Se for o capeta, diz que eu estou no banho”.

>>Ainda não sentei numa mesa de bar pra matar a minha vontade/saudade de carangueijo [ainda vai demorar muito hein, Pedro?]. Mas também posso morrer a qualquer momento de tanto comer sirigüela.

>>De recesso até o dia 06.01/08, já tenho tempo para uma lista de presentes e outra de resoluções de ano novo. Para férias completas só faltou a parte do “nada com o que se preocupar”. Enfim. Não se pode ter tudo. [Alguém me convida pra um chopp?]

dingonbel.

Arrastão Classe Média
As gangues familiares nos roubam tempo, paciência e, às vezes, até mesmo uma lasca de nosso dedinho do pé

É QUASE Natal e, principalmente nas metrópoles, as pessoas se organizam em violentas hordas para fazer compras. Quem acredita no fim da família nuclear deveria observar o fenômeno -seguramente à distância, como eu, acuada num banquinho da praça de alimentação de um shopping center.
As gangues familiares percorrem os shopping como arrastões de classe média, aglutinações de gente ávida por crediários e embrulhos, parcelamentos e cadastros que requerem CPF. Incapazes de desviar de qualquer um que tente olhar as vitrines sozinho, formam uma corrente que não se parte, unida por laços de sangue e consumo. Roubam-nos tempo, paciência e, às vezes, até mesmo uma lasca de nosso dedinho do pé, quando passam pisoteando o que houver pela frente. Seguem como um imenso trator, sem desviar nem mesmo quando lançamos um inútil “dá licença?”. O paizão vai de mãos dadas com a filhinha mais nova, uma criança que atinge agudos na freqüência de 20 kHz. São duas peças-chave do arrastão consumista, caminhando quase sempre emparelhadas a uma quase sempre rotunda mãe. Esta, por sua vez, carrega um pacote junto aos quadris, adicionando pelo menos mais 15 cm à parede humana.
O comprador solitário tenta furar o cerco, imaginando que estará livre para andar em seu próprio ritmo ao ultrapassar a barreira criança + pai + mãe + pacote. Tal configuração é uma armadilha: é aí, justamente, que se vê impedido pela segunda camada da família em compras. Para locomover-se com desenvoltura, terá de passar também pela filha crescida do casal, abraçada a um mastodonte bombado, ambos estrategicamente posicionados mais à frente.
A voz da moça é a versão teen dos agudos da caçula, ajustados para conversar sobre tópicos que tornam preferíveis os gritos da pirralha. Esse fator é uma arma importante no processo de fragilização da vítima: a insalubridade dos diálogos da dupla de adolescentes confunde seu raciocínio, imobilizando a presa enquanto dura o assunto do casal. Se conseguir retomar a consciência e ultrapassar esse nível do arrastão, surgirá em seu caminho o obstáculo móvel: um guri de mais ou menos 5 anos de idade que se desprendeu da mão da mãe (lembre-se: ela está na retaguarda da operação, carregando um enorme pacote) e agora fica saracoteando lá na frente do grupo. Conforme o corpo estranho -comprador solitário- tenta retornar ao mundo exterior, indo para a esquerda, o guri vai para o mesmo lado; quando tenta escapar pela direita, ele acompanha seu movimento outra vez, “ad nauseum”.
Quem cai nesse redemoinho pode ser arrastado por quilômetros até que consiga terminar suas compras. Ou sem que jamais possa fazer o que pretendia no shopping. Há o caso de K., para citar apenas um exemplo, que, feito refém de uma família de consumidores selvagem e numerosa na semana do Natal passado, foi expelido de volta ao shopping tarde demais. Mais ou menos em abril deste ano, quando acabou novamente capturado por outra família, nas Lojas Americanas, durante uma promoção de ovos de Páscoa.

*Texto de Cecília Gianetti, originalmente publicado na Folha de São Paulo, exageradamente mal interpretado por alguns leitores e republicado aqui, há três dias para o natal, porque de fato não há quem possa com os shoppings nesses dias e porque até eu, que não tenho lá muito senso de humor, percebi a presença do dito nas entrelinhas.

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miaazaroseuquerida