Da série: um filme por dia, um livro por semana – de volta à nossa programação.
[Já que tudo está mesmo com esse ar de “recomeço”]
>> Bonnie And Clyde
>> Em Paris
>> 1968 – O Ano Que Não Terminou: Zuenir Ventura
“A crônica da época não lhe dedicou mais do que magras quinze linhas. Nos registros existentes, ele consta apenas como uma das inúmeras festas que marcaram a entrada daquele distante 1968. E, no entanto, para os que viveram o que seria um banal acontecimento, ele permaneceu como um misterioso marco cujos símbolos e significados ocultos a memória e o tempo vão se encarregando de descobrir, ou de criar, até obter o material com que se fazem os mitos.(…) Ao longo desses vinte anos, houve muitas hipóteses para tentar explicar aquela explosão de sexualidade, violência, prazer e ansiedade, que marcou tanto as reminiscências da época. É possível realmente que o “Reveillon da casa da Helô” tenha condensado, como uma metonímia, o país de então. Ênio Silveira acha que aquela grande libação significou “o fim de uma época e não, infelizmente, o começo de uma nova. (…) O som, a bebida, a euforia desorientada, uma excitação meio agônica, não deixavam, porém, que se percebesse isso. Nem isso, nem o que iria ocorrer com o país. O nosso Titanic começava sua viagem.”
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