azar o seu, querida*

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rock and roll all night. party every day.

[PROMOÇÃ-ÃO]

No fim de fevereiro desse ano a Converse lançou uma campanha para celebrar o centenário da marca. A dita se chama Conectividade, foi lançada em 75 países, e contou com as participações de ídolos do rock, vivos e mortos, como Karen O.,Nina Hagen, Ian Curtis e Sid Vicius, no intuito de conectar [arrá] passado e presente, rock n’ roll e Converse, queijo e goiabada, eu e você, e por aí vai.
converse.
Pois bem. Seguindo a vibe, pra comemorar o dia internacional do rock, que é amanhã, a Converse também lançou uma promoção, que vai presentear os autores das melhores respostas pra pergunta “o que você vai fazer pra comemorar o dia do rock?” com pares clássicos do meu querido All Star. Ainda dá tempo participar, se você clicar aqui.
No mais, vale dar uma olhada na programação que a marca preparou pra celebrar o dia [?], em São Paulo. Rola inclusive um boato envolvendo os nomes “Lobão” e “Augusta” e a palavra “meia-noite”. Ligue os pontos e leve a sua câmera.
programação.
Enquanto isso, em Brasília…

Sobre dois assuntos muito importantes que não podem deixar de ser comentados, mesmo com toda a fama, com toda a Brahma, com toda a cama, com toda a lama com a sala escura, com nada feito.

>>Karolina, a obesa.
Moda é uma coisa que muito me interessa, mas confesso que daqui do cerrado, e com tantos problemas sobre jardins e estruturas metálicas pra resolver, deixei as semanas de moda passarem completamente batidas: não sei quem desfilou o que, quais foram os melhores makes, os melhores cabelos ou as melhores trilhas [pausa para o informe: se você também não sabe, faça como eu vou fazer daqui a pouco e se atualize lá no Oficina de Estilo]. Mas um assunto não pôde passar despercebido, tamanho absurdo e tamanha repercussão: Karolina Kurkova, sua celulite e suas “gordurinhas” no desfile da Cia Marítima.
karolina kurkova 1
Eu não vou fazer aqui nenhum discurso contra o padrão de beleza esquelético das passarelas; o padrão existe, apesar de eu considerá-lo burro, está lá, outros padrões já existiram antes desse, outros, tenho esperanças, pelo bem da diversidade, haverão de existir. Ok. Mas não dá pra ler as declarações do stylist Paulo Martinez [ "Achei ela obesa, foi um erro trazê-la"] e da editora de moda Maria Prata ["Ela não só está gorda, como o seu corpo está feio, com celulite"] na Folha e não pensar que o erro, na verdade, é outro. Karolina Kurkova talvez não esteja dentro do padrão esquelético saudavelmente inatingível vigente nas passarelas, mas anda muito, léguas, distante de estar obesa. Nem de gorda eu me atreveria a chamar essa mulher. Ou mudaram o dicionário e eu que não estou sabendo?
karolina kurkova 2
“Obesidade é uma doença. É quando o indivíduo tem nível de gordura no corpo bem acima de seu peso ideal.
Chamar de OBESA a modelo Karolina Kurkova é um exagero irresponsável.
Irresponsável porque atinge de maneira negativa meninas que sofrem - e às vezes morrem - por conta de distúrbios alimentares e também mulheres comuns que MORREM POR DENTRO, por se acharem inadequadas até para arranjar um parceiro; sair na rua; para, simplesmente, comprar um vestido.
Chamar aquela gostosa (com todo o respeito) de OBESA é coisa de quem anda se alimentando apenas de alface, comprimidos de Desobesi e espumante, e pode, graças à inanição dessa dieta estúpida, ter perdido a capacidade de fazer sinapses. Isso sim é doença.
Essa turma que trota na passarela, mais que cabides, são gente.”
(1)

“Bom dia.É no mínimo revoltante acordar e ler a declaração da Maria Prata na Folha de hoje. Falar que a modelo Karolina Kurkova está gorda e feia por causa de celulite é irresponsabilidade. Como editora de uma das principais revistas de moda do país, ela não pode sair por aí falando esse tipo de asneira. Ela e o stylist Paulo Martinez merecem algum tipo de retaliação do “mundinho fashion”, que tem se preocupado tanto em dizer que é grande empregador e que tem responsabilidade social. O jornal, apesar de fazer um pequeno contra-ponto, precisa discutir amplamente esse assunto. Essas declarações não podem ficar impunes. Uma coisa é a modelo estar fora dos (ridículos) padrões de passarela, outra, é dizer que está gorda e obesa. Paulo Martinez, Maria Prata e tantos outros sofrem de inanição intelectual.” (2)

(1)Cecília Giannetti e (2) Luiz Pattoli em emails enviados à Folha de São Paulo.

>>Blogs na Cozinha

Vai acontecer na próxima sexta-feira no BGourmet 2008 mais uma festa evento para blogueiros, a convite da Brastemp e com a organização da LiveAd.
Recebi a convocação no domingo, mas como ainda vou estar aqui no cerrado até lá, não poderei me divertir comparecer. Azar o meu, querida. E seu também, porque cada blogueiro ia poder levar um leitor do blog de acompanhante, e sendo assim aqui não vai rolar promoção.
convite_blogs na cozinha
Mas como eu estou tentando ser uma pessoa boa, que visa a evolução, vou dar uma dica: promoção rolando nos blogs de Ian Marquinhos José Enloucrescendo Santa Helena Câmara Black, Marina Santa Helena, Gustavo Gitti e Marco Doni. Ouvi dizer que a disputa nesses sítios anda bem acirrada, mas as companhias serão de primeira e o evento com certeza vai valer o esforço. Se você está em São Paulo, não custa tentar.

 

>>The School
Falei que eram duas? Mentira, são três! Descobri a banda e a música mais fofa da semana. Ai, ai.
the school

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Presente de véspera
Por Marcos VP

A você que passou anos sem saber o que era isso. A você que vai passar anos sem saber novamente. A você que nunca soube o que era ter um par nesse dia e a você que nunca soube o que era ficar sozinho nessa data. A você que é romântico, a você que detesta romance, a você que assistiu a Ana Maria Braga recitar o inédito Soneto da Fidelidade, de Vinícius com o Louro José cantando “More Than Words” ao fundo, hoje de manhã. A você que gosta de flores e a você que não pode comer bombons. A você que vai ganhar um carro, a você que só pode dar um abraço. A você, que namorou a Flávia Alessandra no Norte Shopping e a você que namora a caixa do Carrefour do mesmo shopping.A você que acha que amar é difícil e a você que acha que não amar é impossível. A você que chorou sob as estrelas de saudade do que não tinha. A você que arrumou uma namorada na véspera e já teve prejuízo. A você que vai arrumar uma namorada amanhã e vai lamentar não ter dado um presente. A você que acha que isso é apenas uma data comercial e a você que acha que qualquer ocasião, mesmo as especiais, são ótimas para namorar. A você que está pensando em se separar, a você que tem medo de perder o outro. A você que guardou o álbum “amar é…” e a você que acha que “amar é…” é apenas quando o mar sobe. A você que lutou muito para conquistar seu amor e a você que um dia, teve uma pessoa especial caindo direto em seu colo.

A todos os que planejaram mil e uma coisas e choveu na hora e aos que arriscaram sair na chuva e encontraram o pote de ouro no final do arco-íris; aos que esqueceram o presente e aos que exageraram na dose; aos que irão ao encontro com uma roupa ridícula e aos que só pensam na hora de tirá-la; Aos que estão amando loucamente a namoradinha de um amigo e aos que só vão gostar de quem gosta deles; Aos que estão do outro lado do mundo e aos que estão do outro lado da rua. Aos que ligam para o outro compulsivamente e aos que preferem encontrar que ligar; aos que morrem de ciúmes e aos que morrem de insegurança porque o outro não sente ciúmes. A todos os que tem que escalar muros e subir em balcões e que roubariam sua amada se pudessem e aos que são os genros e noras preferidos.

A você que leu todos os livros de Shakespeare e a você que leu todas as revistas Sabrina. A você que viaja com Chopin e a você que comprou o último disco daquele grupo de pagode para dar de presente. A vocês que passam o ano esperando por esse dia e aos que passam o ano sofrendo com a proximidade dele. Aos que pensam no amor como uma grande diversão e aos que o encaram como um sacerdócio cheio de sacrifícios. A você que acha que o amor é apenas uma não-isolada substância química e a você que acha que o amor é um mistério de Deus.

A você que simplesmente ama.

E a todos os que, como eu, acham “namorada” a palavra mais bonita do mundo.

[Texto publicado originalmente em 12.06.03 no Pirão Sem Dono. A dica foi da querida Patrícia Köhler, uma das colaboradoras do blog Cintaliga]

enquanto isso, em florianópolis.

flyer_superbug
Ouça Superbug.
Veja Superbug.

descobertas da semana.

>>Blu.

blu notebook.
Um artista italiano especializado em murais e design urbano, arte de rua. Em termos de arte gráfica contemporânea, sem dúvida a melhor coisa que eu vi nos últimos tempos. Vasculhe o site, perca tempo com as animações. Vale muito.
http://www.blublu.org

>>Liam the Younger.

liam.
Acho que não me apaixono assim desde John Frusciante.
“Song information ********** Country Wide- C, chorus Am F C. The lyrical images come from the movie Matewan, as well as my life around the time I saw that movie. Simple.********* Cooking- This was written in a month of many deaths. I think the melody and my voice make it sound sadder than it actually is. It is just about wanting to learn how to cook (I will someday?) and rehashing things everyone already knows- bad times exist. But things could be worse!********** Okay- I think the chords are C F G F with a capo somewhere. It is about watching a man paint a meadowland in early spring time on TV, among other things.*********** Beneath the Weeping Willow Tree (ORGAN)- Played on chord organ with Casio drum beat in the backround. This might be on a new album, “Clear Skies Over Black River.” There is a version on guitar as well. It’s content is similar to the ideas presented in Current Joys, but also tells a very vague story of sitting under a tree. Seasonal imagery. Meep meep. ***************** After the Graveyard- Capo on 1. C, G7 and then an F comes in somewhere. I wrote this after I rode my bike around town as the sun came up. I ended up by a graveyard. It’s not of particular importance that it was a graveyard. I am not a graveyard fanatic. Just a good trip. ********* Full Moon- C and F the whole time. This song was recorded with all the others for the Clear Skies album but I just sort of discarded it. It is about going to Washington DC and back in one night. Seeing the road side on a dark night with a lot of Misfits and other good songs.************ This Land pt 1.- Capo somewhere, I think. Just listen. G G C D. This was written after I got home from San Francisco. It is a summer jam. ************ More songs will come, eventually.”
http://www.myspace.com/iamtryingmybest

>>Marlene Marino

marlene marino: sisters
Pra ela o meu questionamento: o que diabos estou fazendo aqui ao invés de estar por aí fotografando? Atenção especial para a série de nus em Nova York e para a série intitulada “Sisters”, por gentileza.
http://marlenemarino.com

>>Brasília.

Lúcio Costa e Oscar Niemeyer são dois gênios e fizeram da capital do país uma cidade linda, com suas super-quadras, seus prédios públicos, suas árvores [sim, Brasília tem ávores]. E antes que alguém venha aqui dizer que eu não sei do que estou falando, estou falando do plano piloto, que não, não é perfeito, mas que tem muito mais méritos que defeitos. Mas ainda falta a Brasília ser uma cidade acolhedora. É estranho observar que numa cidade com tanta luz, com um céu tão azul, um sol permanente e com tantos nordestinos e descendentes de, paire no ar essa sensação de deserto e de frieza. Até agora, Brasília, aos meus olhos, carece de sentimentos.

>>Perry Bible Fellowship

pbf.
http://pbfcomics.com
Preparados para o dia dos namorados, han?

“Minha mãe, Linda.”

Filha de Linda e Paul, a fotógrafa Mary McCartney aceita o convite de Vogue e faz um relato pessoal e revelador sobre o trabalho de sua mãe, em exposição na galeria James Hyman, em Londres, até 19 de Julho
linda mccartney.
Boa parte das lembranças que tenho de minha mãe são dela fotografando. Quando era criança em Londres, costumava segui-la até o laboratório montando em um dos quartos de nossa casa e ficar observando-a revelar as fotos. Era mágico acompanhar as imagens em preto e branco surgirem no papel, ali na minha frente. Ela tinha um estilo único, relaxado e elegante ao mesmo tempo, que deixava qualquer fotografado à vontade. Também era muito pé no chão, tranqüila, tinha uma delicadeza que não intimidava – características essenciais na hora de criar o tipo de imagem que lhe interessava.
Mas foi só depois dos 20 anos, quando também virei fotógrafa, que realmente aprendi a apreciar a habilidade técnica de minha mãe. Acho que não percebi antes o quão talentosa ela era porque sempre parecia tudo parecer facílimo, além de trabalhar com extrema rapidez. Quando alguma coisa chamava sua atenção, ela construía a cena na cabeça e tirava a foto quase por reflexo. Logo que comecei a fotografar, me dei conta de como era difícil focar, ajustar o fotômetro e a velocidade – tudo ao mesmo tempo – para capturar um momento que, se eu não fosse hábil o suficiente, poderia desaparecer para sempre. Mas minha mãe dificilmente perdia uma oportunidade. Mesmo quando não tinha sua câmera em mãos, dizia que estava capturando a imagem com sua “câmera da alma” – ela devia ter um milhão de fotos maravilhosas guardadas ali dentro.
Ao longo de sua vida, minha mãe se deparou com muitas coisas visualmente interessantes. Sua carreira começou como fotógrafa de rock, fazendo retrato de gente como Rolling Stones, Jim Morrison, Janis Joplin e Jimmy Hendrix, simplesmente porque ela era apaixonada por música e interessada em tirar fotos dos músicos que admirava. Algumas dessas imagens estão na histórica primeira edição da Rolling Stones Magazine, de 1967.
Depois que se casou com meu pai – e sobretudo depois que nascemos – ela foi se voltando mais pra fotografia de arte, lançando livros e montando exposições em galerias ao redor do mundo, que incluíam imagens de todos os seus interesses: animais, paisagens, objetos que lhe chamaram a atenção em viagens, momentos familiares…A câmera estava sempre por perto. Ela gostava de imagens reais – nada muito manipulado parecia lhe interessar – e tinha como mestres Dorothea Lange e Edward Steichen.
stella maccarney by linda maccartney.
Há uma foto especial nessa exposição na James Hyman Gallery, de meu pai e minha irmã Heather, que foi tirada em Cliveden, na Inglaterra. Cada um está em um canto da foto, com um jardim entre eles. Para mim ela é atemporal, linda, sempre fico feliz quando a vejo. As fotos que minha mãe tirava sempre refletiam calor, ternura. Ela conseguia captar isso nas pessoas. E também tinha um grande senso de humor, como fica evidente na foto da garotinha cheia de atitude usando uma viseira, minha irmã Stella. Atrás dela, penduradas na parede como se fossem um quadro de avisos, mensagens que meus pais consideravam importantes. Uma de minhas imagens favoritas da exposição foi tirada na Escócia. É uma foto lindamente composta, que mostra meu irmão James pulando da capota de um carro, enquanto meu pai se equilibra na cerca de madeira. Até o cachorro ao fundo está perfeitamente posicionado, como se estivesse posando.
paul mccartney e james mccartney by linda maccartney
Em 1997 minha mãe foi convidada para tirar fotos no estúdio do pintor Francis Bacon, em Londres, antes de ser desmontado e remontado na Irlanda. Era uma sessão noturna, cheia de atmosfera, e a luz da noite deu um toque sombrio às imagens…Embora costumasse fotografar com a máquina em punho, uma Nikon 35mm, nessa ocasião ela preferiu usar uma câmera de grande formato, colocada sobre tripé. Depois que terminou de fotografar o estúdio, deslocou a câmera até a sala de estar e fez um auto-retrato, em que aparece refletida no grande espelho que havia ali. Ela fez a foto da porta, de frente para um busto de William Blake. Ela também gostava de fazer auto-retratos em que aparecia através de suas sombras. O que faz parte da exibição me deixa feliz e triste ao mesmo tempo. Sinto como se a sombra fosse começar a se mexer, e ela, entrar na sala e me fazer sorrir.

linda mccartney, auto-retrato.
*Originalmente publicado em Vogue #358, Junho de 2008
**Para Rita Prado.

miaazaroseuquerida