azar o seu, querida*

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there is a light that never goes out.

flor.10.07
florianópolis.br/10.07.08

L.T.L.Y.M: assignment 26.

take a picture of the sun.
*brasília:df.br junho/08
*ltlym

descobertas da semana.

>>Blu.

blu notebook.
Um artista italiano especializado em murais e design urbano, arte de rua. Em termos de arte gráfica contemporânea, sem dúvida a melhor coisa que eu vi nos últimos tempos. Vasculhe o site, perca tempo com as animações. Vale muito.
http://www.blublu.org

>>Liam the Younger.

liam.
Acho que não me apaixono assim desde John Frusciante.
“Song information ********** Country Wide- C, chorus Am F C. The lyrical images come from the movie Matewan, as well as my life around the time I saw that movie. Simple.********* Cooking- This was written in a month of many deaths. I think the melody and my voice make it sound sadder than it actually is. It is just about wanting to learn how to cook (I will someday?) and rehashing things everyone already knows- bad times exist. But things could be worse!********** Okay- I think the chords are C F G F with a capo somewhere. It is about watching a man paint a meadowland in early spring time on TV, among other things.*********** Beneath the Weeping Willow Tree (ORGAN)- Played on chord organ with Casio drum beat in the backround. This might be on a new album, “Clear Skies Over Black River.” There is a version on guitar as well. It’s content is similar to the ideas presented in Current Joys, but also tells a very vague story of sitting under a tree. Seasonal imagery. Meep meep. ***************** After the Graveyard- Capo on 1. C, G7 and then an F comes in somewhere. I wrote this after I rode my bike around town as the sun came up. I ended up by a graveyard. It’s not of particular importance that it was a graveyard. I am not a graveyard fanatic. Just a good trip. ********* Full Moon- C and F the whole time. This song was recorded with all the others for the Clear Skies album but I just sort of discarded it. It is about going to Washington DC and back in one night. Seeing the road side on a dark night with a lot of Misfits and other good songs.************ This Land pt 1.- Capo somewhere, I think. Just listen. G G C D. This was written after I got home from San Francisco. It is a summer jam. ************ More songs will come, eventually.”
http://www.myspace.com/iamtryingmybest

>>Marlene Marino

marlene marino: sisters
Pra ela o meu questionamento: o que diabos estou fazendo aqui ao invés de estar por aí fotografando? Atenção especial para a série de nus em Nova York e para a série intitulada “Sisters”, por gentileza.
http://marlenemarino.com

>>Brasília.

Lúcio Costa e Oscar Niemeyer são dois gênios e fizeram da capital do país uma cidade linda, com suas super-quadras, seus prédios públicos, suas árvores [sim, Brasília tem ávores]. E antes que alguém venha aqui dizer que eu não sei do que estou falando, estou falando do plano piloto, que não, não é perfeito, mas que tem muito mais méritos que defeitos. Mas ainda falta a Brasília ser uma cidade acolhedora. É estranho observar que numa cidade com tanta luz, com um céu tão azul, um sol permanente e com tantos nordestinos e descendentes de, paire no ar essa sensação de deserto e de frieza. Até agora, Brasília, aos meus olhos, carece de sentimentos.

>>Perry Bible Fellowship

pbf.
http://pbfcomics.com
Preparados para o dia dos namorados, han?

“Minha mãe, Linda.”

Filha de Linda e Paul, a fotógrafa Mary McCartney aceita o convite de Vogue e faz um relato pessoal e revelador sobre o trabalho de sua mãe, em exposição na galeria James Hyman, em Londres, até 19 de Julho
linda mccartney.
Boa parte das lembranças que tenho de minha mãe são dela fotografando. Quando era criança em Londres, costumava segui-la até o laboratório montando em um dos quartos de nossa casa e ficar observando-a revelar as fotos. Era mágico acompanhar as imagens em preto e branco surgirem no papel, ali na minha frente. Ela tinha um estilo único, relaxado e elegante ao mesmo tempo, que deixava qualquer fotografado à vontade. Também era muito pé no chão, tranqüila, tinha uma delicadeza que não intimidava – características essenciais na hora de criar o tipo de imagem que lhe interessava.
Mas foi só depois dos 20 anos, quando também virei fotógrafa, que realmente aprendi a apreciar a habilidade técnica de minha mãe. Acho que não percebi antes o quão talentosa ela era porque sempre parecia tudo parecer facílimo, além de trabalhar com extrema rapidez. Quando alguma coisa chamava sua atenção, ela construía a cena na cabeça e tirava a foto quase por reflexo. Logo que comecei a fotografar, me dei conta de como era difícil focar, ajustar o fotômetro e a velocidade – tudo ao mesmo tempo – para capturar um momento que, se eu não fosse hábil o suficiente, poderia desaparecer para sempre. Mas minha mãe dificilmente perdia uma oportunidade. Mesmo quando não tinha sua câmera em mãos, dizia que estava capturando a imagem com sua “câmera da alma” – ela devia ter um milhão de fotos maravilhosas guardadas ali dentro.
Ao longo de sua vida, minha mãe se deparou com muitas coisas visualmente interessantes. Sua carreira começou como fotógrafa de rock, fazendo retrato de gente como Rolling Stones, Jim Morrison, Janis Joplin e Jimmy Hendrix, simplesmente porque ela era apaixonada por música e interessada em tirar fotos dos músicos que admirava. Algumas dessas imagens estão na histórica primeira edição da Rolling Stones Magazine, de 1967.
Depois que se casou com meu pai – e sobretudo depois que nascemos – ela foi se voltando mais pra fotografia de arte, lançando livros e montando exposições em galerias ao redor do mundo, que incluíam imagens de todos os seus interesses: animais, paisagens, objetos que lhe chamaram a atenção em viagens, momentos familiares…A câmera estava sempre por perto. Ela gostava de imagens reais – nada muito manipulado parecia lhe interessar – e tinha como mestres Dorothea Lange e Edward Steichen.
stella maccarney by linda maccartney.
Há uma foto especial nessa exposição na James Hyman Gallery, de meu pai e minha irmã Heather, que foi tirada em Cliveden, na Inglaterra. Cada um está em um canto da foto, com um jardim entre eles. Para mim ela é atemporal, linda, sempre fico feliz quando a vejo. As fotos que minha mãe tirava sempre refletiam calor, ternura. Ela conseguia captar isso nas pessoas. E também tinha um grande senso de humor, como fica evidente na foto da garotinha cheia de atitude usando uma viseira, minha irmã Stella. Atrás dela, penduradas na parede como se fossem um quadro de avisos, mensagens que meus pais consideravam importantes. Uma de minhas imagens favoritas da exposição foi tirada na Escócia. É uma foto lindamente composta, que mostra meu irmão James pulando da capota de um carro, enquanto meu pai se equilibra na cerca de madeira. Até o cachorro ao fundo está perfeitamente posicionado, como se estivesse posando.
paul mccartney e james mccartney by linda maccartney
Em 1997 minha mãe foi convidada para tirar fotos no estúdio do pintor Francis Bacon, em Londres, antes de ser desmontado e remontado na Irlanda. Era uma sessão noturna, cheia de atmosfera, e a luz da noite deu um toque sombrio às imagens…Embora costumasse fotografar com a máquina em punho, uma Nikon 35mm, nessa ocasião ela preferiu usar uma câmera de grande formato, colocada sobre tripé. Depois que terminou de fotografar o estúdio, deslocou a câmera até a sala de estar e fez um auto-retrato, em que aparece refletida no grande espelho que havia ali. Ela fez a foto da porta, de frente para um busto de William Blake. Ela também gostava de fazer auto-retratos em que aparecia através de suas sombras. O que faz parte da exibição me deixa feliz e triste ao mesmo tempo. Sinto como se a sombra fosse começar a se mexer, e ela, entrar na sala e me fazer sorrir.

linda mccartney, auto-retrato.
*Originalmente publicado em Vogue #358, Junho de 2008
**Para Rita Prado.

frufru.

>> don’t be late.

Cerith Wyn Evans.

by Cerith Wyn Evans.

>> e enquanto isso em Brasília:
Minha banda, Peter Trew, lança seu primeiro single.

peter trew cover
1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

[boas idéias daqui ó]

L.T.L.Y.M: INTRODUÇÃO.

miranda july.
Encontrei Miranda pela primeira vez muito por acaso no dia em que enviei um link de uma página com o vídeo do cover de Gary Jules para Mad World do Tears for Fears, e recebi o mesmo link de volta com os dizeres “mas que trailer é esse?”. Era o trailer de Me And You And Everyone We Know, escondido lá no canto da página, e o começo de uma paixão. Antes mesmo de ganhar o filme de presente, antes mesmo do filme estrear nos cinemas, antes mesmo de qualquer coisa, eu já estava apaixonada. Pelas performances, pelas fotos, pelos textos, pelos sites, pelas idéias, pelos títulos, pelos frames dos vídeos, pela feiúra, pela trajetória, pela criatividade, por tudo enfim. Se eu pudesse escolher ser outra pessoa, pensaria, muito, em ser Miranda July; fazedora de filmes [ela escreve, dirige, atua, cuida da trilha e tudo o mais], artista, performer e escritora. Tudo ao mesmo tempo.
miranda july_mayaewn
Toda essa rasgação de seda repentina tem um motivo: meu exemplar de Learning To Love You More, um dos projetos interativos da moça, que era um site e virou exposição e livro, chegou, e apesar de ter babado horrores em cima dele, não deu tempo de contar pra todo mundo e aproveitar a oportunidade pra falar de Miranda e mostrar o seu trabalho pro maior número de pessoas possível. E entre performances, vídeos, textos, livros, clips e até música [Miranda July já gravou dois álbuns e dois ep’s, viu minha gente?] tem muita coisa boa pra ver.
miranda july_02.
Interessou? O site de Learning To Love You More, aqui e uma matéria sobre a exposição, aqui; o de No One Belongs Here More Than You, aqui; o trailer de Me And You And Everyone We Know, aqui e duas das minhas cenas favoritas do filme, aqui e aqui; o curta Are You the Favorite Person of Anybody?, aqui; o curta Getting Stronger Every Day, aqui; o clip de Top Ranking, da banda Blonde Redhead, aqui; as fotos de Miranda pra Pig, aqui e o site oficial, onde, entre coisas, você pode ouvir Miranda lendo um trecho de NOBHMTY, aqui. Enjoy.

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miaazaroseuquerida