_ Já virou tradição isso de eu sempre perder os dois primeiros shows do Tim. E todo ano é bem o show que ele mais quer ver. Será uma maldição a ser quebrada somente quando finalmente virmos um Tim juntos, my dearest?
_ o show da Bjork é lindo. A música é linda, Bjork é linda dizendo “obrigato”, o cenário é lindo, os efeitos, o visual, os equipamentos do DJ, tudo lindo. Um show pra ser visto e apreciado. Mas a sensação é de que era o show certo no lugar errado; no meio de sei lá quantas mil pessoas [preguiça de checar os dados, tô cansada pô] sedentas por empolgação e piração, pareceu chato e deslocado. Bastava ouvir as conversas na platéia.
_ Pouco me importa se Juliette And The Licks faz uma música de três acordes, simples e rasa. Tampouco me importam os clichês, inclusive o de levantar a bandeira do Brasil no meio do show. O fato é que, na minha opinião, e entre as coisas que eu vi, pensando todos os prós e contras, a banda de Juliette Lewis foi o melhor do festival, com carisma, presença, pique e empolgação. E tenho dito e pronto.
_ Julian, my fella, my guy, Alex Turner não chega aos seus pés. Demorei horrores pra começar a ouvir Arctic Monkeys; me empolgue horrores quando comecei a ouvir e fiquei feliz horrores com a certeza de que veria uma apresentação dos moços. Mas me decepcionei horrores com um show curtíssimo e que, apesar do set list com quase todas as minhas músicas preferidas, me pareceu ter sido feito com a empolgação pura e simples da obrigação de tocar. Juro. Eu, lá embaixo, gritando que “i bet that you look good on the dancefloor”, sem nem um milhão no bolso, batendo mais cabeça que um real irmão do metal, estava muito mais empolgada que o macaquinho Alex lá em cima dizendo “we’re glad to be here, thank you” com seu sotaque britânico.
_ Tá bom, tá bom. Eu confesso que não tive um domingo muito bom, e que as coisas começaram a sair erradas desde cedo, e que coloquei todas as minhas esperanças de redenção no pobre festival; o que pode ter servido de agravante para o meu desagrado como um todo. Mas ora, francamente; alguém há de concordar comigo que em plenas quatro horas da manhã, depois de um intervalo de mais de uma hora entre Bjork e Juliette, e de outro intervalo similar entre a moça e os macacos, não dava pra esperar, feliz e contente, pelos assassinos, que deviam entrar uma da manhã, entraram depois das quatro e saíram mais de cinco da manhã. De uma segunda feira.
_ O atraso absurdo [num lugar onde não havia outra opção de descanso além do chão] não foi o único ponto fraco do Tim. Não foram poucos os passantes a reclamar da qualidade e do volume do som [Juliette Lewis pediu pra aumentarem o seu microfone logo no começo da segunda música] e a observar outros problemas técnicos [como o apagão no show do Hot Chip]. A cerveja estava quente, a água do bar “oficial” acabou super cedo e os ambulantes fizeram a festa, vendendo o copinho de água por cinco reais. Sem falar no cigarro por sete reais. Quem quiser fazer um dinheirinho extra no ano que vem, já está avisado.
_ Eu sei, eu sei. Estou cada dia mais chata e anti-social. Mas é tudo verdade meninos, eu vi.
_ E por último, mas não menos importante, a pergunta que não quer calar: “beijo, vou mijar na grade”, frase ouvida por mim e pela minha amiga jornalista que não me deixa mentir, Cláudia Castelo Branco, será o substituto do “beijo, me liga” no verão, minha gente? Opinem.