[01] Ajudar um amigo a pintar uma parede do seu novo apartamento [É, uma parede. É só uma, mas era uma parede grade, poxa.] pode te deixar com dor na munheca por um dia ou dois, manchar o seu velho jeans preferido e cansar horrores ; mas é uma atividade sabática, por assim dizer, e que ainda pode te fazer tomar conhecimento da música mais bonita da semana. Enquanto isso, por aí, só se fala na trilha sonora do Spiderman 3, talvez porque o Spiderman 3 vai estrear no fim de semana, não sei, enfim, de todo jeito eu, como de costume, não gostei. Da trilha, que fique bem entendido.
[02] Sabe aqueles lugares onde as pessoas se divertem, genuinamente, independente de qualquer coisa, e se acabam de dançar sem se importar se o cabelo vai sair do lugar ou se vão ter que parar de fazer pose pra isso; e você bate papo no banheiro, ou na fila, ou no sofá, com pessoas que você nunca viu porque existe aquela prática social de puxar conversa? E as pessoas riem umas pras outras, e se abraçam e se beijam e se divertem genuinamente independente de qualquer coisa, ou carão? Pois é, o Vegas, apesar de lindo e bem produzido, nunca foi assim comigo. E olha que eu já dei três chances. Em compensação, a Augusta continua sendo um dos melhores lugares de todos. Seja pra tomar um café no charmoso Frida, do lado dos Jardins, num fim de tarde, com uma amiga querida que você não via há um tempo e seu [literalmente] consorte; seja pra virar a noite, do lado do centro, simplesmente passeando, botecando, conversando, observando a pessoas, rindo e comendo coxinha. E ainda teve uma lua cheia linda no final.
[03] Nós Que Não Somos Como as Outras é o terceiro livro da escritora espanhola Lúcia Etxebarria, considerada pela crítica “a mais nova estrela do cenário literário espanhol e uma das mais talentosas escritoras de sua geração”. Eu, no entanto, achei o livro repetitivo [chato em alguns momentos] e muito aquém de Amor, Curiosidade, Prozac e Dúvidas, o primeiro livro da moça, muito mais bem escrito e substancioso, presente vindo d’além mar. A curiosidade agora é pela biografia de Courtney Love e pelo aclamado Beatriz e os Corpos Celestes, considerado o melhor da escritora até agora. De qualquer modo, estou de novo sem ter o que ler, além de livros e texto de história da arquitetura e do urbanismo modernos. Acudam.
[04] Enquanto isso a revista Mundo dos Super Heróis, que conta com a colaboração do, por mim querido, casal Tarsis Salvatore & Gabriela Franco, dá conta que o Capitão América morreu. De novo? Não sei. Muito cruel da minha parte dizer que já foi tarde? Pouco diplomático, tá tá, eu sei. Enfim. A revista é muito boa [o número atual traz uma matéria ótima de 30 páginas sobre as 8 fases dos X-Men] e eu juro que não estou dizendo isso porque usaram comigo a tática do traficante de drogas [A primeira dose de graça, hein? Já agradeci o presente? Não. Ai que mal educada. Obrigada, viu?!]
[05] Eu gosto de ganhar vídeos fofos de presente, pra dividir com os outros.

[bônus track] “E não vai falar da Virada Cultural?” Vou, mas rapidinho. A Virada esse ano [já na terceira edição] está bem divulgada e diversificada: tem show, performance, oficina, filme, teatro e dança pra todos os gostos em todos os cantos da cidade. Dá pra ver a programação completa aqui, o difícil é escolher o que se vai ver. Eu queria Tom Zé no CEU Parque Veredas, Nação Zumbi na Praça da Sé, China no Sesc Pompéia, Roque Moreira na Praça do Aprendiz, Pato Fu no Anhangabaú e Cordel do Fogo Encantado, seja lá onde for. Mas sabe como é, eu sou uma só e ainda tem o aniversário da Dea, o aniversário do Tarsis, a reunião com a Marina, a estréia do Spiderman 3, os 4 filmes que eu baixei e não vi, a casa pra arrumar, a roupa pra lavar…