azar o seu, querida*

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69 fuck songs: à trois.

69-fuck-songs-vol-3
[download] [volume 2] [volume 1]

UPDATE: A pedidos, links atualizados pra baixar o volume 1 e o volume 2, tudo de uma vez.

01: marisa monte//arrepio
02: fernanda fez feat. natalia grosiak//the lizar and the frog
03: grouper//heavy water
04: no doubt//underneath it all [acoustic]
05: she&him//you really gotta hold on me
06: otis redding//these arms of mine
07: zombies//summertime
08: the troggs//wild thing
09: devendra banhart//lazy butterfly
10: isobel campbell&mark lanegan//come on over[turn me on]
11: calexico feat. françoiz breut//si tu disais
12: qotsa//i wanna make it wit chu
13: led zeppelin//bring it home
14: cold war kids//hang me up to dry
15: emilie simon//i wanna be your dog
16: smith//baby it’s you
17: the golden filter//hide me
18: wax taylor//seize the day
19: elbow//fallen angel
20: mazzy star//fade into you

i’m just sitting on the shelf.

Disco da semana.
she & him
why do you let me stay here?*
baixe aqui.
compre aqui.

o gigantes da lira e a dona elizabeth.

A verdade é que eu não gosto de carnaval. Uma meia dúzia de fotos felizes em bailes carnavalescos dos clubes de Teresina, nos primórdios da década de oitenta, quando eu tinha então uns seis ou sete anos, indicam que eu não posso usar a frase “nunca gostei de carnaval”. Mas agora a verdade é que não gosto. De carnaval, entenda. Uma bateria de escola de samba exerce sobre mim um fascínio enorme, e considero poucas coisas tão deliciosamente fofas e irreverentes quanto marchinhas de carnaval. Mas do carnaval em si, não, eu não gosto. Talvez porque, fora aqueles carnavais das fotografias antigas da minha mãe, eu nunca tenha tido um carnaval decente. Ou indecente já que trata-se de carnaval. Anyway. Não importa. O que importa é que hoje eu recebi, em forma de vídeo, uma das coisas mais bonitas vistas por mim nos últimos tempos. Trata-se do registro da “serenata” que o bloco de carnaval carioca Gigantes da Lira faz [ou fazia] todos os anos para a Dona Elizabeth. O vídeo é do ano de sábado passado [Lucas, obrigada pelo comentário e update], da Dona Elizabeth eu nada sei [a não ser que é uma senhora, visivelmente, de outros carnavais] e do Gigantes da Lira, apenas o que me contou o Overmundo. Mas quem se importa? Por causa desse vídeo hoje eu vou dormir bem, achando que a vida é mesmo cheia de coisas bonitas e que fevereiro, apesar de já começar com o tal carnaval, vai ser melhor que janeiro, porque afinal de contas tudo se ajeita. Piegas que só. Ah, se tu soubesses.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=vBEjmBWikMk]

ps.: meus agradecimentos à Cecília Giannetti por ter nos enviado o vídeo.
pps.: e pra quem gosta de marchinhas, coleta feita pela querida Helena N. para download aqui ó.
ppps.: meus agradecimentos também a Lucas Landau, autor do vídeo.

boletim: don’t kiss me goodbye, april march, romance, john, mag e desejos de bolso.

>>Trilhas sonoras são das minhas coisas preferidas em relação ao cinema. Adoro ver um filme bom, que ainda por cima me mostra uma música adorável, que eu ainda não conhecia. Às vezes, nem preciso ver o filme, o trailer já é suficiente pra me fazer querer ouvir uma certa música por um dia inteiro e só ir dormir depois de ter conseguido a dita. Foi o que aconteceu no caso de Le Scaphandre et le Papillon, indicação feita pela minha amiga Rita Prado que acabou me levando até Ultra Orange & Emmanuelle e sua fofa canção Don’t Kiss Me Goodbye.

emanuelle
>> Da mesma forma, passei dois dias inteiros ouvindo a californiana April March [que também faz desenhos animados] por causa de Death Proof. É dela a versão para Laisse Tomber les Filles, de Serge Gainsbourg, que toca nos créditos finais da metade Tarantino de Grindhouse. Fico alternando entre a versão em francês e a versão em inglês e tenho um dia feliz. Menção honrosa para as capas dos discos da moça, que são todas lindas. Dá pra ver aqui.

paris in april.

>> Com quase dez mil músicas no HD muita coisa acaba não sendo ouvida com a freqüência merecida. O prêmio de redescoberta da semana vai para Out Of Season [2003], disco solo de Beth Gibbons, ex-vocalista daquela banda capaz de matar uma pessoa do coração; o Portishead. Romance é a faixa preferida da vez [You know what they say about romance/You know what they say about romance/Ever changing love that you can't/Keep on side a parking keel/Better the thought than the feeling/It's plain to see/All the things we suffer/From the the hands of humanity/But that ain't me/That ain't me/But that ain't me/That ain't me/And I know there's a god inside it/Should I love your key/Adorn you/And get inside/But that ain't me/That ain't me/But that ain't me/That ain't me/And I know I may come to doubt it/But if I ever wish/I wish we could all believe/ That in this daylight world/Is a world/ Where love can be/ And I won't ever forget it/ Cuz that ain't me/ That ain't me/ Cuz that ain't me/ Well that ain't me].

>>Sem falar na parte John Frusciante da coisa…*Suspiro.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rJYCny95qog]

>> “IdeiaFixa é uma revista digital internacional de fotografia, design, ilustração e artes plásticas. Seu objetivo é inspiração, visão e promover os artistas participantes. Ela é lançada mensalmente e cada edição possui um tema específico. A IdeiaFixa escolhe trabalhos que sejam contemporâneos [retrô também pode ser moderno e contemporâneo] e cosmopolitas. Trabalhos que tenham a ver com a visão atual do mundo. Não será aceito na publicação material que não condiga com o tema da edição. Esperamos que você curta. Alicia Ayala e Janara Lopes [editoras da IdeiaFixa art e-magazine]”

ideiafixa

>>E não era pra ser verão? Impressionante como esfriou nos últimos dias. Por dentro e por fora.

luiza pannunzio

[ilustração: luiza pannunzio]

top cinco músicas que eu vou ouvir pra sempre até arrumar um tempo pra sentar e bater papo. ou até ficar boa da gripe. ou até o frio passar. o que acontecer primeiro.

1. guided by voices: awfull bliss
2. the national: watching you well
3. feist: lonely, lonely
4. fernanda fez: the lizard and the frog
5. die cowboy die: nothing but parts

o cinema nacional e meu novo objeto de desejo.

A revista Bravo desse mês traz como matéria principal o filme Cidade dos Homens e disserta sobre como seu precursor, Cidade de Deus, mudou o cinema brasileiro. Bom, eu ainda não vi Cidade dos Homens. Nem quando era uma série. Mas eu me lembro bem do impacto que Cidade de Deus teve sobre mim. Me lembro bem de ter visto o filme, sozinha, numa das salas [vazias] do Teresina Shopping. Me lembro bem do desespero de não ter com quem comentar aquele absurdo, aquela feladaputice, no momento em que ela acontecia, diante dos meus olhos. Voltando pra casa ainda senti ânsias lembrando de certas cenas. Me lembro bem das cores, da edição rápida, do roteiro “nervoso”, e de toda a comoção que foi um tempo depois, em torno do filme. Me lembro da entrevista de Katia Lund, co-diretora do projeto, nas páginas vermelhas da TPM. E não é preciso dizer que houve sim coisas muito boas antes disso, já que obviamente não há como se esquecer de Central do Brasil, pra citar apenas o top dos tops. Mas também me parece desnecessário dizer que não há como negar, clichês à parte, que Cidade de Deus foi sim um marco no cinema nacional.

cidade de deus.

Quando eu era criança falar em cinema nacional era falar em putaria. Nenhum adulto conhecido comentava sobre como Deus e o Diabo na Terra do Sol ou Terra em Transe eram importantes, ou achava que Pixote seria um clássico, ou dava a menor importância pro Beijo da Mulher Aranha; e tirando os filmes dos Trapalhões e da Xuxa [com exeção de Amor Estranho Amor, naturalmente] éramos todas proibidas de ver as películas nacionais exibidas pela Bandeirantes, num dia da semana que eu não me lembro qual, depois da dez.

terra em transe.

Mais um pouco e em 1990 as coisas pioraram; o fim da Embrafilme foi o começo de um período nebuloso para o cinema brasileiro, que só deu os primeiros passos de volta à luz em 1995, com uma lei de incentivo cultural criada pelo Ministério da Cultura. São dessa época filmes como Carlota Joaquina, A Ostra e o Vento, Guerra de Canudos e, os meus preferidos de então, O Que É Isso Companheiro e Terra Estrangeira. Em 1999 veio Central do Brasil e uma indicação ao Oscar, que revitalizou o cinema nacional. Cidade de Deus, de 2002, foi o grande sucesso dessa fase, chamada de “a retomada”.

terra estrangeira.

Na minha opinião, embora eu concorde com Ana Bean em alguns pontos no que diz respeito aos roteiros, o cinema nacional tem ido muito bem ultimamente. Não vi os comentados Não Por Acaso e O Cheiro Do Ralo [juro, não vi O Cheiro do Ralo], mas vou estender o meu “ultimamente” e dizer pela milésima vez que Lavoura Arcaica é uma das maiores feladaputices nacionais que eu já vi na vida. Além disso, dos nacionais que vi mais recentemente, O Céu de Suely também fez meu coração bater mais forte, com o seu realismo; Houve Uma Vez Dois Verões é melhor do que muita comédia romântica adolescente americana por aí; Cão Sem Dono é o meu segundo nacional preferido ever, além de ter uma das músicas mais bonitas do ano na trilha [meus agradecimentos especiais à própria Fernanda Fez, que me enviou o arquivo em mp3, acabando com a minha busca desesperada] e O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias é tão bonito visualmente, tão tocante, tão difícil, tão triste e me fez sofrer tanto e tanto de saudade que eu acho que dispensa maiores comentários.

o ano em que meus pais sairam de férias.

Mas essa conversa toda é, enfim, um pretexto pra eu expressar o meu mais profundo interesse pelo novo filme de Leandra Leal, Nome Próprio, dirigido por Murilo Salles [o mesmo de Como Nascem os Anjos] e baseado em livro de Clarah Averbuck. O filme ainda não tem trailer, mas tem um blog e o lançamento está marcado pro dia 21 de Setembro, na abertura da Premiére Brasil do Festival de Cinema do Rio. Tão aguardado quanto Cão Sem Dono. Esperando gostar tanto quanto.

nome próprio.

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