azar o seu, querida*

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porque nina é minha favorita.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CGKIIiDEB8o]

*spoiler.

“she was nice…she was…just a girl…”

“…I really should go! I’ve gotta catch my ride.  So go. I did. I thought maybe you were a nut… but you were exciting.  I wish you had stayed.  I wish I had stayed too. Now I wish I had stayed. I wish I had done a lot of things. I wish I had… I wish I had stayed. I do.  Well I came back downstairs and you were gone! I walked out, I walked out the door! Why? I don’t know. I felt like I was a scared little kid, I was like… it was above my head, I don’t know.  You were scared? Yeah. I thought you knew that about me. I ran back to the bonfire, trying to outrun my humiliation. Was it something I said? Yeah, you said ’so go’. With such disdain, you know? Oh, I’m sorry. It’s okay. Joely? What if you stayed this time? I walked out the door. There’s no memory left. Come back and make up a good-bye at least. Let’s pretend we had one. Bye Joel.I love you… Meet me…in…”

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zNkhrFQNK4g]

lions for lambs.

Uma semana depois da pré estréia de Leões e Cordeiros [mais um oferecimento Bloggerscut], a conclusão é que preciso ver o filme de novo. Tem que haver alguma sacada genial, ou alguma ironia super inteligente que eu não fui capaz de compreender. Não posso acreditar que, nessas alturas do campeonato, Robert Redford, ou qualquer outra criatura envolvida com este bendito, tenha sido capaz de conceber um filme tão previsível e tão cheio de clichês a sério [e olha que eu até gosto de clichês hein?], pra que no fim [como bem observou Pedro Jansen, meu companheiro de sessão] a “lição” seja que não importam os políticos, a imprensa, os jovens engajados ou os professores-exemplo tentando salvar seus alunos da mediocridade com aquele mesmo blá blá blá de “quando você deixou de se importar” de sempre.; o fato é que as coisas não vão mudar, nem no Afeganistão, nem nos EUA, nem em lugar nenhum. Em Hollywood então, nem pensar, pode esquecer, já que o debate entre as personagens de Meryl Streep e Tom Cruise (uma jornalista experiente e um jovem senador de olho na presidência, respectivamente), que no começo parece ser o ponto forte do filme [apesar dos cortes – meu deus, que edição é aquela?], termina com um ataque tão desproporcional da supracitada jornalista que eu não consegui pensar em outra coisa além daquela heroína da Malhação que queria salvar o mundo das cáries. Juro. A cena só não é mais forçada porque, enfim, estamos falando de Meryl Streep. Uma total falta de cabimento minha gente. De modo que eu agradeceria deveras a quem se propusesse a me explicar, tim tim por tim tim, que não é nada disso. Que eu entendi tudo errado. Ou não entendi nadinha e que “como assim eu não saquei a genialidade desse roteiro”.O filme estreou em circuito nacional na sexta. Minha caixa de email e comentários estão abertos desde já. Por favor alguém me mostre a luz.

lions for lambs

ps.: apesar de, tudo tem o seu lado bom. No caso ter visto, no cinema, o trailer de “O Amor Nos Tempos Do Cólera”, filme de Mike Newell [o mesmo de Harry Potter e o Cálice de Fogo, O Sorriso da Monalisa e Quatro Casamentos e Um Funeral] baseado em romance homônimo de um dos meus escritores favoritos, Gabriel Garcia Marquez. Sempre morri de medo que alguém resolvesse filmar as obras do Gabito, porque sempre julguei que seus livros trazem consigo um “clima” quase impossível de se traduzir em cenas. Tanto que não fiquei lá muito feliz com a noticia da adaptação do livro, que é um dos meus preferidos [ainda mais depois de saber que o diretor seria Newell, que na minha opinião não se saiu lá muito bem adaptando o Harry Potter e tudo o mais]. Mas [!], ao menos no que diz respeito à O Amor Nos Tempos Do Cólera, o trailer abaixo me deu alguma esperança.
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=hkb9nrthL-8]
pps.: e amanhã é dia de ver o tão por mim esperado filme novo do Wes Anderson [eu sei, eu sei, já pré-estreou na Mostra, mas quem se importa?]. Mais um oferecimento Bloggerscut.
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=aO1bYukdvLI]

bc

“it’s a strange world, isn’t it?”

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=clZNwja8M3A]

[go to sleep, everything is all rigth]

fur: an imaginary portrait of diane arbus.

Dois dias pensando na versão [?] de Steven Shainberg para aquilo que seria o momento de transição, o início da carreira da fotógrafa americana Diane Arbus, e não consigo pensar em outra palavra pra descrever o filme além de “esquisito”, para em seguida me perguntar “dá pra fazer um filme sobre Diane Arbus, que não seja esquisito?”. Talvez não…mas acho que dava pra fazer um filme melhor.

diane e uma de suas fotos.

Diane Nemerox nasceu em 1923, em Nova York, no meio de uma família da alta burguesia. Aos 18 anos se casa com o fotógrafo Allan Arbus, com quem aprendeu as primeiras noções básicas de fotografia. Juntos se especializaram em fotografia de moda e fizeram vários trabalhos para a revista Harper’s Bazaar. Na década de 50, Diane e Allan se separam, e sob a orientação da também fotógrafa Lisette Model, Diane inicia um trabalho mais pessoal e mais documental. É aí que ela começa a fazer retratos, voltando os olhos para os “freaks” da América de então: anões, gigantes, retardados, gêmeos, travestis e toda a sorte de pessoas à margem da sociedade, que fugiam do padrão de sonho-americano da época. Seu trabalho foi imediatamente reconhecido: Diane ganhou duas vezes a bolsa Guggenheim, e em 1967 expôs suas fotos duras, marcantes e perturbadoras no MoMa, que já então era um dos museus mais prestigiados de Nova York. No fim dos anos sessenta Diane começa a visitar asilos e hospitais e faz de velhos, doentes e anormais seus modelos. Em 1971 comete o suicídio, cortando os pulsos e se entupindo de barbitúricos.

diane arbus.

Sabendo disso, eu esperava outro tipo [?] de filme. Talvez eu devesse ter levado mais a sério o aviso inicial de que se tratava de uma cinebiografia imaginária, e não uma cinebiografia convencional, fatos reais e tudo o mais, como o próprio subtítulo do filme já sugere. Steven Shainberg, de quem eu nunca tinha ouvido falar até então, se baseia na biografia escrita por Patricia Bosworth, lançada em 1984, e junto com o roteirista cria uma história que mistura realidade e ficção, A Bela e A Fera e Alice No País das Maravilhas, pra mostrar o momento em que a dona de casa americana exemplar, mãe e assistente do marido fotógrafo começa a se transformar numa artista.

nicole kidman como diane arbus.

Em mim deixou uma sensação ambígua. Apesar de ter bons momentos de Nicole Kidman, algumas boas referências, algumas cenas bem bonitas, uma trilha sonora encaixada e algumas sutilezas bem interessantes [como mostrar bem a curiosidade do olhar de Diane], na maior parte do tempo o filme é lento demais, fantasioso demais, distante demais; e não foram raros os momentos em que eu me perguntei o que David Lynch, por exemplo, pra citar um diretor que costuma conduzir muito bem o incomum [?], teria feito com a história dessa fotógrafa, dessa mulher, que eu imagino muito mais atormentada [o filme basicamente ignora o suicídio de Diane], muito mais complexa e muito mais apaixonada do que parece em Fur.
Enfim. Todo mundo sabe que cinebiografias são dificéis.
Retratos imaginários então…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=24jdUN0E6do]
“A photograph is a secret about a secret. The more it tells you the less you know” [Diane Arbus]

o cinema nacional e meu novo objeto de desejo.

A revista Bravo desse mês traz como matéria principal o filme Cidade dos Homens e disserta sobre como seu precursor, Cidade de Deus, mudou o cinema brasileiro. Bom, eu ainda não vi Cidade dos Homens. Nem quando era uma série. Mas eu me lembro bem do impacto que Cidade de Deus teve sobre mim. Me lembro bem de ter visto o filme, sozinha, numa das salas [vazias] do Teresina Shopping. Me lembro bem do desespero de não ter com quem comentar aquele absurdo, aquela feladaputice, no momento em que ela acontecia, diante dos meus olhos. Voltando pra casa ainda senti ânsias lembrando de certas cenas. Me lembro bem das cores, da edição rápida, do roteiro “nervoso”, e de toda a comoção que foi um tempo depois, em torno do filme. Me lembro da entrevista de Katia Lund, co-diretora do projeto, nas páginas vermelhas da TPM. E não é preciso dizer que houve sim coisas muito boas antes disso, já que obviamente não há como se esquecer de Central do Brasil, pra citar apenas o top dos tops. Mas também me parece desnecessário dizer que não há como negar, clichês à parte, que Cidade de Deus foi sim um marco no cinema nacional.

cidade de deus.

Quando eu era criança falar em cinema nacional era falar em putaria. Nenhum adulto conhecido comentava sobre como Deus e o Diabo na Terra do Sol ou Terra em Transe eram importantes, ou achava que Pixote seria um clássico, ou dava a menor importância pro Beijo da Mulher Aranha; e tirando os filmes dos Trapalhões e da Xuxa [com exeção de Amor Estranho Amor, naturalmente] éramos todas proibidas de ver as películas nacionais exibidas pela Bandeirantes, num dia da semana que eu não me lembro qual, depois da dez.

terra em transe.

Mais um pouco e em 1990 as coisas pioraram; o fim da Embrafilme foi o começo de um período nebuloso para o cinema brasileiro, que só deu os primeiros passos de volta à luz em 1995, com uma lei de incentivo cultural criada pelo Ministério da Cultura. São dessa época filmes como Carlota Joaquina, A Ostra e o Vento, Guerra de Canudos e, os meus preferidos de então, O Que É Isso Companheiro e Terra Estrangeira. Em 1999 veio Central do Brasil e uma indicação ao Oscar, que revitalizou o cinema nacional. Cidade de Deus, de 2002, foi o grande sucesso dessa fase, chamada de “a retomada”.

terra estrangeira.

Na minha opinião, embora eu concorde com Ana Bean em alguns pontos no que diz respeito aos roteiros, o cinema nacional tem ido muito bem ultimamente. Não vi os comentados Não Por Acaso e O Cheiro Do Ralo [juro, não vi O Cheiro do Ralo], mas vou estender o meu “ultimamente” e dizer pela milésima vez que Lavoura Arcaica é uma das maiores feladaputices nacionais que eu já vi na vida. Além disso, dos nacionais que vi mais recentemente, O Céu de Suely também fez meu coração bater mais forte, com o seu realismo; Houve Uma Vez Dois Verões é melhor do que muita comédia romântica adolescente americana por aí; Cão Sem Dono é o meu segundo nacional preferido ever, além de ter uma das músicas mais bonitas do ano na trilha [meus agradecimentos especiais à própria Fernanda Fez, que me enviou o arquivo em mp3, acabando com a minha busca desesperada] e O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias é tão bonito visualmente, tão tocante, tão difícil, tão triste e me fez sofrer tanto e tanto de saudade que eu acho que dispensa maiores comentários.

o ano em que meus pais sairam de férias.

Mas essa conversa toda é, enfim, um pretexto pra eu expressar o meu mais profundo interesse pelo novo filme de Leandra Leal, Nome Próprio, dirigido por Murilo Salles [o mesmo de Como Nascem os Anjos] e baseado em livro de Clarah Averbuck. O filme ainda não tem trailer, mas tem um blog e o lançamento está marcado pro dia 21 de Setembro, na abertura da Premiére Brasil do Festival de Cinema do Rio. Tão aguardado quanto Cão Sem Dono. Esperando gostar tanto quanto.

nome próprio.

miaazaroseuquerida