azar o seu, querida*

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sala 8.

ou Os Últimos Filmes de 2007

1) O Amor nos Tempos do Cólera

o amor nos tempos do cólera.
A produção baseada no livro homônimo de Gabriel Garcia Márquez, estreou semana passada em São Paulo e estréia quarta que vêm aqui em The. A pré-estréia para imprensa e blogueiros BloggersCut aconteceu no comecinho do mês, em alguma sala do Unibanco Arteplex do shopping Frei Caneca. Meu amigo e jornalista P.A.Jansen, que não leu o livro, acha que o filme vai agradar especialmente mulheres [românticas] de meia idade. Quanto a mim, fiquei aliviada de o filme, apesar de estar longe de se comparar ao livro [as usual], não ser nenhuma bomba absurda e mal adaptada de uma das melhores obras do meu autor favorito. Destaque para Fernanda Montenegro, como Transito Ariza, e para a trilha sonora de Antonio Pinto, o mesmíssimo de Cidade de deus.

selo2

2) Across the Universe

across the universe 2

Minha cara Rita Prado foi quem me chamou atenção para o trailer desse filme, que conta uma história de amor através de músicas dos Beatles. Encantada pelo vídeo, e me lembrando que Moullin Rouge não era assim tão ruim afinal, ignorei solenemente o fato de o filme ser um musical [gênero que não é bem o meu preferido] e aguardei ansiosamente a estréia, acompanhando as confusões e divergências freqüentes entre a diretora Julie Taymor e o Revolution Studio [que aparentemente jamais se entenderam sobre a montagem final da película]. Odeio decepcionar [my lovely] Rita; tampouco quero tirar a empolgação de Lucy [in the sky], duas das pessoas que eu conheço que esperam pelo filme tanto quanto eu esperei, mas a tal espera, na minha modesta opinião, não vale a pena. Embora o visual do filme seja lindo, embora Jim Sturgess seja lindo, embora a cena dos morangos seja linda, embora Dana Fuchs seja linda [no papel de uma cantora que “lembra” muito Janis Joplin, e que tem um caso com um guitarrista que é a cara de Jimi Hendrix], a conclusão é que, definitivamente, eu não gosto de musicais, e que Julie Taymor peca pelo excesso de pretenso lirismo e psicodelia.

3)Death Proof

death proof 2
O meu primeiro presente de natal do ano foi um Tarantino: Kill Bill volumes 1 e 2, do meu primo querido e sancho pança, Igor Bento. O meu segundo presente de natal do ano também foi um Tarantino, e também veio de um Igor. Mas sobre Death Proof, a metade Tarantino do projeto Grindhouse [uma brincadeira para homenagear filmes de terror toscos exibidos em cinemas mais toscos ainda – as tais grindhouses – na década de 70], tudo o que eu tenho a dizer, mais uma vez, é que dedico todo o meu amor a Quentin Tarantino, e aos Igor’s da minha vida, que sabem bem como me fazer feliz.

nine movies and some songs.

the darjeeling limited.

>>Faz tempo que eu tenho que escrever sobre The Darjeeling Limited, novo filme de Wes Anderson, cuja cabine para imprensa e blogueiros BloggersCut aconteceu há duas semanas[?], no Espaço Unibanco, com aquele maravilhoso café da manhã e tudo o mais. Mas não há muito mais o que dizer além da sensibilidade e beleza do filme; além do cuidado, do roteiro bem escrito a três mãos, das excelentes atuações e das situações, ora doídas, ora engraçadas, sempre tocantes. Não há muito o que dizer diante daquelas cores. Me derreto fácil diante das cores de Wes Anderson desde The Royal Tenenbaums, e fica combinado que a música da vez é Play With Fire [The Rolling Stones]. O filme estreou em São Paulo na última sexta. Chegue cedo pra ver o curta com a Natalie Portman.

>>Faz tempo que eu enrolo pra ver Jogos Mortais [fui uma admiradora de filmes de horror na adolescência], mas depois de uma amiga gentilmente me emprestar os três primeiros dvd’s da série, sem que eu nem ao menos pedisse, não pude mais evitar; assisti os três basicamente em uma sessão só e não estou bem certa sobre o adjetivo “bom”. Acontece que os finais dos filmes até são interessantes [embora essa “qualidade” diminua à medida que o número de continuações aumenta], e confesso que fiquei curiosa pra saber como Darren Lynn Bousman costurou o quarto filme [está nos cinema, alguém me convida?], já que no terceiro aparentemente se acaba tudo. Por outro lado, o vilão da série não me convenceu em nenhum momento, e se é pra comparar, perto de personagens como Dr.Hannibal Lecter e John Doe, Jigsaw me faz pensar em um grande, cruel e macabro…livro de auto ajuda.

>>Faz tempo que eu tenho quatro filmes não vistos no HD, remanescentes da minha tentativa frustrada de me dar bem com o Emule. Consegui assistir dois deles durante as minhas quase férias o super feriado prolongado de seis dias que passou por aqui na semana passada: A) A Festa Nunca Termina, filme de Michael Winterbottom [o mesmo de 9 Songs e Código 46] sobre a efervescente cena musical de Manchester nos anos 70 e 80, me foi vendido como o melhor filme do gênero nos últimos anos…tirando a cena do primeiro show do Sex Pistols e a parte que conta [ainda que superficialmente] a história do Joy Division, achei chato. Pra caralho. B) Coisas Que Nunca Te Disse, terceiro filme de Isabel Coixet, já dá mostras da sensibilidade e da dualidade de sentimentos e situações que a moça conduz com maestria em Minha Vida Sem Mim…mas confesso que com um título bom desses eu esperava mais; sem contar que a cena da lavanderia desse não chega aos pés da cena da lavanderia do outro, pronto falei [o “pronto, falei” é o novo preto, minha gente]. Anyway. Ainda me resta um Truffaut e aquele outro da mulher, o amante, não sei mais quem e o ladrão [ou qualquer coisa assim]. Quem sabe no próximo feriado.

buffalo ‘66.

>>Fazia tempo que eu não via Buffalo ’66, mas esse fim de semana me deu vontade por causa da cena das fotos [tudo mentira, por causa do Vincent Gallo como todo mundo sabe]. Em compensação, tenho medo dos filmes de vampiro com ares de cinema impressionista alemão, com participação especial de David Lynch interpretando um porteiro[?], que passam na Band de madrugada.

>>Faz tempo que eu vi Zodíaco e Ray, mas nunca falei deles por aqui porque fiquei tímida de dizer que achei um filme de David Fincher chato assim, em público, e porque não ia dar pra falar do Ray sem falar mais uma vez do quanto eu gosto de música, sem meter o meu avô no meio, sem fazer a piada da campainha e do apito pra falar da minha vontade de tocar piano e sem ser piegas. Ainda assim devo dizer que os dois valem o aluguel na locadora [ ou umas horinhas de download]. Zodíaco porque apesar de ser chato a maior parte do tempo [pronto, perdi a vergonha], tem seus momentos interessantes, e é um filme do David Fincher, pô, que pelo menos comigo tem crédito depois de Seven e Clube da Luta. E Ray [apesar de ser uma cinebiografia e do meu atrás com cinebiografias] por causa da atuação de Jamie Foxx [que é mesmo uma feladaputice] e da música, obviamente.

>>E por falar em música, faz tempo que eu quero escrever um post sobre o Last Fm [a melhor “comunidade virtual” que surgiu nesse mundo de orkut’s, facebook’s e twitter’s] e sobre as minhas “novas” bandas preferidas descobertas ou reconhecidas lá [with a little help of my friends]. Mas nessas alturas do campeonato todo mundo já deve saber das vantagens de se ter uma conta no site, então me resta sugerir, àqueles que nunca ouviram, que ouçam: Galaxie 500, Smog, Sambassadeur, The Tamborines, Math And Physics Club e Azure Ray.

>>Faz tempo que não te vejo. Quero matar meu desejo. Te mando um monte de beijo. E tudo o mais.

porque nina é minha favorita.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CGKIIiDEB8o]

*spoiler.

“she was nice…she was…just a girl…”

“…I really should go! I’ve gotta catch my ride.  So go. I did. I thought maybe you were a nut… but you were exciting.  I wish you had stayed.  I wish I had stayed too. Now I wish I had stayed. I wish I had done a lot of things. I wish I had… I wish I had stayed. I do.  Well I came back downstairs and you were gone! I walked out, I walked out the door! Why? I don’t know. I felt like I was a scared little kid, I was like… it was above my head, I don’t know.  You were scared? Yeah. I thought you knew that about me. I ran back to the bonfire, trying to outrun my humiliation. Was it something I said? Yeah, you said ’so go’. With such disdain, you know? Oh, I’m sorry. It’s okay. Joely? What if you stayed this time? I walked out the door. There’s no memory left. Come back and make up a good-bye at least. Let’s pretend we had one. Bye Joel.I love you… Meet me…in…”

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=zNkhrFQNK4g]

lions for lambs.

Uma semana depois da pré estréia de Leões e Cordeiros [mais um oferecimento Bloggerscut], a conclusão é que preciso ver o filme de novo. Tem que haver alguma sacada genial, ou alguma ironia super inteligente que eu não fui capaz de compreender. Não posso acreditar que, nessas alturas do campeonato, Robert Redford, ou qualquer outra criatura envolvida com este bendito, tenha sido capaz de conceber um filme tão previsível e tão cheio de clichês a sério [e olha que eu até gosto de clichês hein?], pra que no fim [como bem observou Pedro Jansen, meu companheiro de sessão] a “lição” seja que não importam os políticos, a imprensa, os jovens engajados ou os professores-exemplo tentando salvar seus alunos da mediocridade com aquele mesmo blá blá blá de “quando você deixou de se importar” de sempre.; o fato é que as coisas não vão mudar, nem no Afeganistão, nem nos EUA, nem em lugar nenhum. Em Hollywood então, nem pensar, pode esquecer, já que o debate entre as personagens de Meryl Streep e Tom Cruise (uma jornalista experiente e um jovem senador de olho na presidência, respectivamente), que no começo parece ser o ponto forte do filme [apesar dos cortes – meu deus, que edição é aquela?], termina com um ataque tão desproporcional da supracitada jornalista que eu não consegui pensar em outra coisa além daquela heroína da Malhação que queria salvar o mundo das cáries. Juro. A cena só não é mais forçada porque, enfim, estamos falando de Meryl Streep. Uma total falta de cabimento minha gente. De modo que eu agradeceria deveras a quem se propusesse a me explicar, tim tim por tim tim, que não é nada disso. Que eu entendi tudo errado. Ou não entendi nadinha e que “como assim eu não saquei a genialidade desse roteiro”.O filme estreou em circuito nacional na sexta. Minha caixa de email e comentários estão abertos desde já. Por favor alguém me mostre a luz.

lions for lambs

ps.: apesar de, tudo tem o seu lado bom. No caso ter visto, no cinema, o trailer de “O Amor Nos Tempos Do Cólera”, filme de Mike Newell [o mesmo de Harry Potter e o Cálice de Fogo, O Sorriso da Monalisa e Quatro Casamentos e Um Funeral] baseado em romance homônimo de um dos meus escritores favoritos, Gabriel Garcia Marquez. Sempre morri de medo que alguém resolvesse filmar as obras do Gabito, porque sempre julguei que seus livros trazem consigo um “clima” quase impossível de se traduzir em cenas. Tanto que não fiquei lá muito feliz com a noticia da adaptação do livro, que é um dos meus preferidos [ainda mais depois de saber que o diretor seria Newell, que na minha opinião não se saiu lá muito bem adaptando o Harry Potter e tudo o mais]. Mas [!], ao menos no que diz respeito à O Amor Nos Tempos Do Cólera, o trailer abaixo me deu alguma esperança.
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=hkb9nrthL-8]
pps.: e amanhã é dia de ver o tão por mim esperado filme novo do Wes Anderson [eu sei, eu sei, já pré-estreou na Mostra, mas quem se importa?]. Mais um oferecimento Bloggerscut.
[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=aO1bYukdvLI]

bc

“it’s a strange world, isn’t it?”

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=clZNwja8M3A]

[go to sleep, everything is all rigth]

miaazaroseuquerida