azar o seu, querida*

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L.T.L.Y.M: INTRODUÇÃO.

miranda july.
Encontrei Miranda pela primeira vez muito por acaso no dia em que enviei um link de uma página com o vídeo do cover de Gary Jules para Mad World do Tears for Fears, e recebi o mesmo link de volta com os dizeres “mas que trailer é esse?”. Era o trailer de Me And You And Everyone We Know, escondido lá no canto da página, e o começo de uma paixão. Antes mesmo de ganhar o filme de presente, antes mesmo do filme estrear nos cinemas, antes mesmo de qualquer coisa, eu já estava apaixonada. Pelas performances, pelas fotos, pelos textos, pelos sites, pelas idéias, pelos títulos, pelos frames dos vídeos, pela feiúra, pela trajetória, pela criatividade, por tudo enfim. Se eu pudesse escolher ser outra pessoa, pensaria, muito, em ser Miranda July; fazedora de filmes [ela escreve, dirige, atua, cuida da trilha e tudo o mais], artista, performer e escritora. Tudo ao mesmo tempo.
miranda july_mayaewn
Toda essa rasgação de seda repentina tem um motivo: meu exemplar de Learning To Love You More, um dos projetos interativos da moça, que era um site e virou exposição e livro, chegou, e apesar de ter babado horrores em cima dele, não deu tempo de contar pra todo mundo e aproveitar a oportunidade pra falar de Miranda e mostrar o seu trabalho pro maior número de pessoas possível. E entre performances, vídeos, textos, livros, clips e até música [Miranda July já gravou dois álbuns e dois ep’s, viu minha gente?] tem muita coisa boa pra ver.
miranda july_02.
Interessou? O site de Learning To Love You More, aqui e uma matéria sobre a exposição, aqui; o de No One Belongs Here More Than You, aqui; o trailer de Me And You And Everyone We Know, aqui e duas das minhas cenas favoritas do filme, aqui e aqui; o curta Are You the Favorite Person of Anybody?, aqui; o curta Getting Stronger Every Day, aqui; o clip de Top Ranking, da banda Blonde Redhead, aqui; as fotos de Miranda pra Pig, aqui e o site oficial, onde, entre coisas, você pode ouvir Miranda lendo um trecho de NOBHMTY, aqui. Enjoy.

feijoada de banana, my blueberry nigths, calcinha preta, safári urbano, the dø, key#9, pierre verger, oh! shirt, o pequi, oficina de estilo, frufru e don’t touch my moleskine.

>> Bilhete na geladeira. Não tem mais graça dizer que a vida anda corrida. E como diria aquele outro Fábio, senta aqui, não tenha tanta pressa.

feijoada de banana

>>Então eu já comentei que trabalho com esse monte de mulher louca, e como se não bastasse só piora: a última aquisição do “escritório das sei-lá-quantas-porque-já-perdemos-as-contas-mulheres”, garantiu que era capaz de fazer uma feijoada de banana. E disse mais; jurou que o acepipe era bom e que íamos todas lamber os carnudos beiços. Estava certa. Ainda mais que pra acompanhar serviram uma caipirinha de cerveja que explica a falta de foco em algumas das fotos do evento. A receita da tal feijoada de banana não podia ser mais simples: comece como se fosse fazer uma feijoada “normal” e na hora de colocar o feijão substitua por banana verde [isso, verde] picada. A receita de caipirinha de cerveja eu divulgo na próxima festa na minha casa. E azar de quem não for convidado.

my blueberry nigths.

>> Se eu não tivesse visto Hiroshima Meu Amor só agora, My Blueberry Nigths seria o filme visto em 2008 mais bonito até aqui. É possível que a maioria diga que, comparado aos seus outros filmes, esse é o “pior” trabalho de Wong Kar Wai, e talvez em alguns aspectos até seja mesmo. Mas eu não ligo. Não ligo pras bobagens, pros supostos clichês ou pros críticos: My Blueberry Nigths tornou-se pra mim um daqueles filmes que a gente chama de “meus”; pela história, pelos diálogos, pelos não-diálogos, pelas entrelinhas, pelas cores, pelas músicas, pelas semelhanças, pelo querer que fosse semelhante. E é óbvio que eu estou exagerando, mas agora mesmo não consigo me lembra de nenhum beijo no cinema mais bonito que aquele, no meio do filme, antes de tudo mudar. “Como ela, eu não teria me despedido. Como ele, continuo no mesmo lugar”.

>>Pulei o show do Calcinha Preta. Sabe como é, a vida anda corrida.

lg viewty

>>Há duas semanas fui convidada para, junto com outras 20 pessoas que tem blogs e flickrs, participar de uma ação promovida pela LG, sob a batuta da One/Dudinka, com acessoria da Blogcontent e produção de Marina Santa Helena. A ação era pra promover o LG Viewty, o novo celular [smartphone?] da LG com câmera de 5 megapixels e tela sensível ao toque. Ganhei o celular, um passeio de helicóptero, vi um jogo do São Paulo [meu time do coração] no Morumbi e ainda bati um pênalti, descalça, no estádio que eu morria de vontade de conhecer, pouco antes de rumar pra um happy hour no Bar Brahma. Não dá pra negar que pra mim o Safári Urbano foi um sucesso completo, um dia memorável. Também não dá pra negar que achei o celular lindo, e que a câmera, mesmo tendo alguns defeitos [como as aberrações cromáticas que aparecem em algumas fotos] é muito superior à qualquer outra câmera de qualquer outro celular que eu conheça, e eu pelo menos não esperava mais que isso [mas isso quem está dizendo sou eu que não entendo lhufas de tecnologias, dá pra ler uma boa crítica, feita por alguém que entende bem mais que tecnologia do que eu, aqui]. Já pra discussão sobre jabá e ética na “blogosfera”, que começou no Twitter e se estendeu por vários blogs, eu confesso que tenho preguiça, deixo pros entendidos. Quer ver as fotos do evento? Aqui, aqui, aqui e aqui.

the dø

>>A banda mais tocada no meu mp3 player nos últimos dias é na verdade uma dupla finlandesa radicada em Paris, batizada de The Dø. A dica é do meu amigo, arquiteto e promoter Gualberto Jr., e “Stay Just a Little Bit More” já é um hit fofo do caminho pro trabalho. Mais que bem recomendado.

>>Vale muito a pena gastar r$20 na edição da revista Key que está nas bancas. Cheia de boas referencias de arte, cinema e literatura, a nona edição da revista idealizada e dirigida por Erika Palomino traz matérias interessantíssimas sobre arte contemporânea e moda, além de encher os olhos com fotografias e um projeto gráfico de primeira qualidade. Quero assinatura djá.

pierre verger.

>>E por falar em fotografia, estão em cartaz na Caixa Cultural, na praça da Sé, até o dia 25 de Maio, as exposições “O Japão de Pierre Verger - Anos 30″ e “O Japão de Descamps e Desprez - Anos 90″. Aproveita meu povo, que é de graça.

dali.jpg

>>E enquanto não invento um bom motivo pro próximo chá da camiseta, babo em cima das camisetas da recém por mim descoberta Oh!Shirt. Gratidão eterna pra quem me presentear com essa mimosa do Dali.

by rita prado.

>>Falando em moda, daqui a pouco tem coleção nova da minha amiga Rita Prado. A inspiração? Thin Pink!

>> Por fim, os quatro melhores blogs/sites recém descobertos: O pequi, de Ricardo Gaioso e Leandro Guima; Oficina de Estilo, de Cris Gabrielli e Fê Resende; Frufru da Flávia Lacerda e Don’t Touch My Moleskini da Daniela Arrais. Enjoy.

[p.s.: i wanna draw a constellation from your freckles.]

cinema, cinema, cinema.

hiroshima, mon amour .
[1959]
hiroshima, mon amour.
“..tu me tues , tu me plait,tu me fait du bien.”

era uma vez no oeste.
[1968]
era uma vez no oeste.
Porque o filme preferido do meu pai não seria o filme preferido do meu pai à toa.

inland empire.
[2006]
inland empire.
Eis que nasce meu David Lynch preferido.
Não, eu não entendi nada. Mas e daí, não é mesmo minha gente?

nome próprio: teaser.

[youtbe=http://www.youtube.com/watch?v=hiipg5Y_C6U]
from: adiós lounge.

boletim: don’t kiss me goodbye, april march, romance, john, mag e desejos de bolso.

>>Trilhas sonoras são das minhas coisas preferidas em relação ao cinema. Adoro ver um filme bom, que ainda por cima me mostra uma música adorável, que eu ainda não conhecia. Às vezes, nem preciso ver o filme, o trailer já é suficiente pra me fazer querer ouvir uma certa música por um dia inteiro e só ir dormir depois de ter conseguido a dita. Foi o que aconteceu no caso de Le Scaphandre et le Papillon, indicação feita pela minha amiga Rita Prado que acabou me levando até Ultra Orange & Emmanuelle e sua fofa canção Don’t Kiss Me Goodbye.

emanuelle
>> Da mesma forma, passei dois dias inteiros ouvindo a californiana April March [que também faz desenhos animados] por causa de Death Proof. É dela a versão para Laisse Tomber les Filles, de Serge Gainsbourg, que toca nos créditos finais da metade Tarantino de Grindhouse. Fico alternando entre a versão em francês e a versão em inglês e tenho um dia feliz. Menção honrosa para as capas dos discos da moça, que são todas lindas. Dá pra ver aqui.

paris in april.

>> Com quase dez mil músicas no HD muita coisa acaba não sendo ouvida com a freqüência merecida. O prêmio de redescoberta da semana vai para Out Of Season [2003], disco solo de Beth Gibbons, ex-vocalista daquela banda capaz de matar uma pessoa do coração; o Portishead. Romance é a faixa preferida da vez [You know what they say about romance/You know what they say about romance/Ever changing love that you can’t/Keep on side a parking keel/Better the thought than the feeling/It’s plain to see/All the things we suffer/From the the hands of humanity/But that ain’t me/That ain’t me/But that ain’t me/That ain’t me/And I know there’s a god inside it/Should I love your key/Adorn you/And get inside/But that ain’t me/That ain’t me/But that ain’t me/That ain’t me/And I know I may come to doubt it/But if I ever wish/I wish we could all believe/ That in this daylight world/Is a world/ Where love can be/ And I won’t ever forget it/ Cuz that ain’t me/ That ain’t me/ Cuz that ain’t me/ Well that ain’t me].

>>Sem falar na parte John Frusciante da coisa…*Suspiro.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rJYCny95qog]

>> “IdeiaFixa é uma revista digital internacional de fotografia, design, ilustração e artes plásticas. Seu objetivo é inspiração, visão e promover os artistas participantes. Ela é lançada mensalmente e cada edição possui um tema específico. A IdeiaFixa escolhe trabalhos que sejam contemporâneos [retrô também pode ser moderno e contemporâneo] e cosmopolitas. Trabalhos que tenham a ver com a visão atual do mundo. Não será aceito na publicação material que não condiga com o tema da edição. Esperamos que você curta. Alicia Ayala e Janara Lopes [editoras da IdeiaFixa art e-magazine]”

ideiafixa

>>E não era pra ser verão? Impressionante como esfriou nos últimos dias. Por dentro e por fora.

luiza pannunzio

[ilustração: luiza pannunzio]

sala 8.

ou Os Últimos Filmes de 2007

1) O Amor nos Tempos do Cólera

o amor nos tempos do cólera.
A produção baseada no livro homônimo de Gabriel Garcia Márquez, estreou semana passada em São Paulo e estréia quarta que vêm aqui em The. A pré-estréia para imprensa e blogueiros BloggersCut aconteceu no comecinho do mês, em alguma sala do Unibanco Arteplex do shopping Frei Caneca. Meu amigo e jornalista P.A.Jansen, que não leu o livro, acha que o filme vai agradar especialmente mulheres [românticas] de meia idade. Quanto a mim, fiquei aliviada de o filme, apesar de estar longe de se comparar ao livro [as usual], não ser nenhuma bomba absurda e mal adaptada de uma das melhores obras do meu autor favorito. Destaque para Fernanda Montenegro, como Transito Ariza, e para a trilha sonora de Antonio Pinto, o mesmíssimo de Cidade de deus.

selo2

2) Across the Universe

across the universe 2

Minha cara Rita Prado foi quem me chamou atenção para o trailer desse filme, que conta uma história de amor através de músicas dos Beatles. Encantada pelo vídeo, e me lembrando que Moullin Rouge não era assim tão ruim afinal, ignorei solenemente o fato de o filme ser um musical [gênero que não é bem o meu preferido] e aguardei ansiosamente a estréia, acompanhando as confusões e divergências freqüentes entre a diretora Julie Taymor e o Revolution Studio [que aparentemente jamais se entenderam sobre a montagem final da película]. Odeio decepcionar [my lovely] Rita; tampouco quero tirar a empolgação de Lucy [in the sky], duas das pessoas que eu conheço que esperam pelo filme tanto quanto eu esperei, mas a tal espera, na minha modesta opinião, não vale a pena. Embora o visual do filme seja lindo, embora Jim Sturgess seja lindo, embora a cena dos morangos seja linda, embora Dana Fuchs seja linda [no papel de uma cantora que “lembra” muito Janis Joplin, e que tem um caso com um guitarrista que é a cara de Jimi Hendrix], a conclusão é que, definitivamente, eu não gosto de musicais, e que Julie Taymor peca pelo excesso de pretenso lirismo e psicodelia.

3)Death Proof

death proof 2
O meu primeiro presente de natal do ano foi um Tarantino: Kill Bill volumes 1 e 2, do meu primo querido e sancho pança, Igor Bento. O meu segundo presente de natal do ano também foi um Tarantino, e também veio de um Igor. Mas sobre Death Proof, a metade Tarantino do projeto Grindhouse [uma brincadeira para homenagear filmes de terror toscos exibidos em cinemas mais toscos ainda – as tais grindhouses – na década de 70], tudo o que eu tenho a dizer, mais uma vez, é que dedico todo o meu amor a Quentin Tarantino, e aos Igor’s da minha vida, que sabem bem como me fazer feliz.

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miaazaroseuquerida