E nos reclames do Plim Plim…
>> A playlist Outros 500
Quem ainda lê esse blog ou me segue no twitter ou é meu amigo no facebook já deve ter me ouvido falar do Outros 500, um projeto do canal Multishow que reúne umas pessoas viciadas demais em internet muito conectadas e presta atenção no que elas andam vendo, linkando e compartilhando por aí.
Outros500 from Outros 500 on Vimeo.
Pois bem. Daí que há um tempinho o pessoal do Outros 500 nos pediu que fizemos uma playlist de cinco músicas, para ir ao ar na Multishow Fm por uma semana. A minha saiu no começo desse mês e se você não clicou nos vários links que eu postei pelo twitter, e tem interesse, ainda dá pra ouvir aqui. A idéia era colocar numa rádio que tem muito mais alcance que o meu blog ou meu twitter, bandas e artistas que eu adoro, que ainda são pouco conhecidos e acho que todo mundo devia ouvir pelo menos uma vez na vida.
As outras playlists (o projeto prevê uma por semana) também podem ser ouvidas lá no site da Multishow Fm.
>> Supremas
Eu já tinha comentado aqui sobre um projeto novo que estava para acontecer. E aí o novo site de Marina Santa Helena, que vai ser escrito pela própria e por varias outras meninas supimpas incluindo esta que vos fala entrou no ar essa semana. Pra quem tá afim de ler sobre moda, beleza, saúde, comportamento, música, design, cinema, literatura e outras cositas mais. Dá pra seguir o twitter do site aqui, assinar o RSS aqui e, se tu gostar, contar pra gente que gostou aqui. Pronto, podem continuar com a programação normal.
sobre o matadouro.
[Ofereço esse copy+paste especialmente aos leitores de Teresina, que, aparentemente, não terão a oportunidade de ler sobre Matadouro no 180 Graus, ou no Meio Norte ou no O Dia, principais portais/jornais locais. Se assim for, que tenham então a oportunidade de ler por aqui, e que saibam como o trabalho do Núcleo do Dirceu é visto por estas bandas]
O corpo, campo de batalha
Os Sertões, de Euclides da Cunha, inspira Matadouro, que discute a questão[br]da identidade
O que se mata no Matadouro que Marcelo Evelin/Demolition Inc. + Núcleo do Dirceu apresentaram na Mostra Sesc de Artes? Várias hipóteses podem ser formuladas, mas vamos tratar aqui somente de duas delas: 1) foram aniquilados os cacoetes que vêm povoando boa parte da dança contemporânea, tipo a rarefação de movimento ou os gestos tarefeiros – aqueles que tratam a aproximação da arte com o cotidiano como um catecismo; e 2) foram banidos os entendimentos de figurino que vinham se tornando típicos e que, quase sempre, se restringiam às roupinhas do dia a dia ou à nudez.
A maior parte do tempo, os oito intérpretes estão, ao mesmo tempo, nus e vestidos por um figurino. Ao mesmo tempo.
Eles entram como quem acaba de chegar da rua, formam uma fileira ao fundo do palco, deixam lá, no chão, as suas roupas e, então, revelam o figurino que os transforma em cangaceiros, índios, brincantes, um bloco de sujos do carnaval de rua, jagunços. Nus, mas de tênis, máscaras e adereços que nos transportam para a terceira parte (A Luta) do livro que inspira essa obra, Os Sertões, de Euclides da Cunha. Matadouro fecha a trilogia composta por Sertão (2003), a partir da primeira parte do livro, A Terra, e por Bull Dancing (2006), que se debruçou sobre a segunda, O Homem.
Tensão. Matadouro começa e acaba com a mesma formação: uma fileira de corpos que lembra um paredão. Mas a tensão, entre um momento e o outro, é inteiramente distinta. Passaram-se 50 minutos, durante os quais os oito intérpretes simplesmente correram pelo palco. Simplesmente? Não, porque essa corrida tem a força de uma metáfora poderosa: a da resistência, mas de um tipo especial de resistência, que não é a de resistir contra, mas resistir a favor. A favor de poder continuar resistindo. Talvez por isso, seja tão perturbadora.
Um pouco dessa tensão que vai sendo lentamente construída pela corrida se faz presente também nas misturas entre o sinfônico, o percussivo e o trivial (um latido de cachorro) da sua trilha sonora.
A tensão dessa resistência por alguma coisa que torna Matadouro uma das mais importantes obras de 2010.
Ela aproxima os modos de existir de João Abade, Pajeú, João Grande, Vila Nova, Chico Taramela, Macambira e Beatinho – personagens de Euclides – dos corpos que o filósofo Giorgio Agamben chama de “mortos-vivos” no seu livro O Que Restou de Auschwitz, e dos corpos dos sem-teto que nosso olhar desinteressado transforma em paisagem.
Mas esse Matadouro nos faz pensar sobretudo naquilo que ele não mata. Assim como o sertão, para Euclides, é “o fundo recém-sublevado de um mar extinto”, e o homem, “um terrível fazedor de desertos”, a luta, que aqui toma a forma da resistência, passa a representar o mesmo que os romanos fizeram em Cartago: torna-se um açude capaz de aumentar a evaporação e, então, produzir chuvas. E nos acorda para o mais sério que se tem a zelar, nos tempos em que estamos: a solidariedade e o afeto.
Continuar fazendo. Quando, a certa altura, um corpo suado e exausto sai da fila da corrida para tocar e abraçar o outro, está nos dizendo que é isso que o faz voltar para a fila para continuar a correr. Um “nós” sustentando o “cada um”. Porque não é em outro lugar senão no coletivo que se potencializa o que nos cabe, que é compreender que se precisa fazer somente para poder continuar fazendo.
*A crítica acima foi escrita por Helena Katz, e publicada ontem no Estado de São Paulo.
**”Núcleo do Dirceu é um coletivo de artistas autônomos que opera no campo das artes contemporâneas, gerando e compartilhando informações fundamentadas no corpo como princípio “incorporado” de entendimento do mundo, e como investimento social, político e humano. O “corpo” do qual tratamos, designa o indivíduo em sua instância cultural e serve como referência para a atual noção de mundo pós-moderno. O ND segue um modelo horizontal de funcionamento, baseado nas idéias de colaboração, autonomia artística e agenciamento de múltiplas linguagens. O coletivo é formado por bailarinos, coreógrafos, atores, músicos, produtores e artistas midiáticos, que tem como principal campo de interesse as linguagens das artes do corpo e o bairro Dirceu Arcoverde, na periferia de Teresina, Piauí, como lugar de referência urbana.
Por entendermos que o isolamento crônico do Piauí ainda conserva aridez para a prática artística contemporânea e para propostas de intercâmbio e colaboração nosso trabalho tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores, construção de cidadania, conscientização política para a classe artística e pesquisa de linguagem.” [do site oficial]
Jean-Michel Basquiat: The Radiant Child [trailer]
Trailer do documentário sobre um dos meus artistas favoritos, feito por sua amiga Tamra Davis a partir de entrevistas feitas por ela e por outros amigos de Basquiat. A estréia do filme foi no Sundance deste ano e a partir de hoje vou rezar todas as noites pra que ele apareça em algum cinema por aqui. De qualquer modo, torrents aí nos comentário também me fariam feliz.
[Vi aqui]
Planeta Terra 2009: em público.
No fim do Planeta Terra Festiva de 2008, enquanto assistia ao show do Breeders, sem forças pra mais nada, depois de ter visto uma das minhas bandas favoritas [Jesus & Mary Chain] e outros três shows ótimos [Animal Collective, Spoon e Foals], sem contar o próprio Breeders [que fez o melhor show daquele noite, na minha opinião, e que eu gosto muito mais que Pixies, diga-se de passagem], eu me perguntei se o festival conseguiria manter o nível no ano seguinte. Todo mundo sabe; tenho trauma de festivais. Mas quando Bruno Tozzini me convidou pra ser embaixadora do evento mais uma vez, eu já estava convencida de que no Playcenter, com brinquedos funcionando e shows de Sonic Youth e Iggy Pop, a coisa seria, pelo menos, tão boa quanto no ano passado.
Foi melhor.
E acontece que eu estou desde domingo tentando contar alguma coisa, sem parecer muito babona e exagerada, mas é difícil não exagerar quando o Playcenter se revela um cenário incrível, quando manter os brinquedos funcionando se mostra a melhor idéia ever [o fato de cada um dos brinquedos terem a sua própria trilha sonora foi ainda mais legal], quando se tem banheiros suficientes [e limpos tanto quanto possível], preços justos de bebidas e som de boa qualidade. Sem falar no ônibus do Terra, que deu aos embaixadores do festival e aos vencedores da promoção casa comida e roupa lavada – digo, lugar pra descansar nos curtos intervalos entres os shows, massagem, maquiagem, comida, cerveja e encontros.
No entanto, se eu não tenho do que reclamar alguns amigos apontaram a comida cara, sem graça e sem boas opções para vegetarianos como uma falha; além disso não havia outra bebida além de cerveja [te dedico, Duda Ithajay] e dizem que o estacionamento estava pela hora da morte.
Bem…eu nem me lembrei de comer, fui e voltei de táxi e adoro cerveja, quer dizer…
Falta muito pro ano que vem?
ps.: eu desisti de falar dos shows quando percebi que não ia conseguir explicar o sentimento de ver o Sonic Youth, ou a euforia de gritar “i wanna be your dog” junto com um inacreditável Iggy Pop, e que, apesar de ter visto um pouco de Máximo Park, Primal Scream, Copacabana Club e Étienne de Crécy, eu não conseguiria falar de outra coisa além desses dois momentos. Mas um monte de gente legal escreveu a respeito, sem falar nos portais e no site oficial. Go google it.
Guaraná Antarctica em: Os Guardiões.
Tá no ar, desde o mês passado na verdade, a nova campanha do Guaraná Antarctica. Os Guardiões – A Série, criada pra contar um pouco mais sobre a fórmula do guaraná, terá dez episódios e os personagens terão seus perfis no Flickr e no Twitter, além de uma conta no MSN para conversar com os interessados; também dá pra saber mais sobre a série no Orkut, no Facebook, no MySpace e no Tumblr.
A coisa toda é meio Malhação [a série foi desenvolvida pra o público adolescente mesmo, viu?], mas vale a pena dar uma olhadela que seja em tanta interatividade [além de tudo isso, rola um advergame no site oficial do guaraná] – e eu ainda nem mencionei os olhos verdes do protagonista, hein?
Cada episódio tem, em média, dois minutos de duração e toda segunda-feira tem um episódio novo disponível no youtube, no TV Terra, na home do Guaraná Antarctica e no site especial da série. Dá pra ver os primeiros episódios aqui, acompanhar os personagens pelas suas redes sociais aqui e jogar o tal do advergame aqui.
E eu gosto mesmo mais de guaraná que de coca-cola. Pronto, falei.
[Agora com licença que eu tenho um jantar a luz de velas.]
Next,






