azar o seu, querida*

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sem título nº12

“Querida Flor,
Guardas o meu coração.
Como seria então possível não me apaixonar? Pelos teus verdes e azuis, vermelhos, amarelos e laranjas. Pelas tuas curvas e elevações. O brilho do mar nos teus olhos. O sol no teu céu. Guardas o meu coração. E como então não ouvir, repetidamente e num querer de para sempre, essas canções que nos acompanharam até aqui? Tuas músicas. Tuas vozes. Teus barulhos. Tuas gírias. Trilha sonora. Guardas o meu coração. Os meus [teus] olhos. A minha [tua] boca. Guardas agora um meu querer. Os meus diálogos imaginários. As borboletas em festa da minha barriga. As palavras, ditas e não ditas por nós. As melhores idéias. As maiores vontades. Guardas o meu desejo. Inteiro. Intenso. Só pra ti. Querida Flor. Guardas o meu coração. E sendo assim guardas também a minha dúvida, a minha urgência, a minha saudade, o meu não saber. E quem saberá? Guardas o meu coração. As mãos dadas. As festas nas ruas. A tranqüilidade do cotidiano. O amor em quartos de hotel. O sorriso fácil e tão simples. A embriaguez. As fotografias. Os fogos de artifício. As possibilidades. O que há de vir, se haverá de vir.
Querida Flor.
Guardas o meu coração?
Com cuidado.
E bem querer.

Da tua.”

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  1. karine tito

    ser chamada de flor me trás uma lembrança antiga, mas muito, muito boa.
    beijo em tu.

Reply to “sem título nº12”

miaazaroseuquerida