azar o seu, querida*

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my so called life and me me me.

Já faz uns dias que eu tento escrever e dar notícias. Mais ou menos o mesmo tanto de dias que eu fiquei com aquela vontade de ir ao porão do Lou quebrar uma cara na arena do Clube da Luta. Igualzinho o Edward Norton fez com o Jared Leto, antes dele virar emo e tudo o mais. Mas pra quê essa violência toda, não é mesmo minha gente? Muito mais saudável, adulto e quiçá mais feminino sorrir e dizer “I never did mind about the little things”, com Nina Simone de trilha sonora. Ou, senão, muito mais saudável, adulto e tudo o mais fazer uma cara blasé e mandar se fuder. Tomar no cu. Essas coisas. Estou tendo aulas com meu caro amigo Ian Marquinhos José Enloucrescendo Black Câmara. Como mandar se fuder, tomar no cu e outras coisas de baixo “escalão” quando necessário, com classe e sem culpa. Just watch and learn. Enfim. Meus impulsos violentos passaram. Já podemos conversar. Agosto também passou, levando com ele o dia 21 mais uma vez. E passou tão rápido que nem deu tempo pro post clássico, com o clássico trecho do clássico texto de Caio Fernando Abreu [Isso me lembra que uma vez a minha amiga Fernanda me agradeceu por todo fim de ano mandar a mesma música pra desejar um ano bom. Eu sou repetitiva às vezes, mas tem gente que gosta, viu?!]. Tão rápido que agora já faz um mês desde aquele dia [noite] que eu “lembrei” de uma das músicas do Julian que eu mais gosto, e que passei o mês inteiro ouvindo, e eu continuo sem entender muito bem o episódio. Na verdade talvez a palavra certa não seja “entender”, mas “compreender”. Ou talvez seja mesmo porque eu não tive muito tempo pra pensar no assunto e, então, entender e compreender e tudo o mais [e talvez por isso de vez em quando ainda pense que não precisava ter sido do jeito que foi depois]. Também não tive tempo de começar – publicamente – a contagem regressiva pro meu aniversário. Não tive tempo sequer pro inferno astral nosso de todo ano [iu-huu, você está aí querido?]. Porque acontece que eu pedi tanto e tanto por trabalho, que universo, anjo da guarda, guias e orixás atenderam e mandaram tudo de uma vez. E não estou reclamando! Pelo contrário. Tenho trabalhado feliz e contente, em média umas dez horas por dia [com picos de doze e alguns fins de semana inclusos] e quero mais. E nem me importo muito com a pilha de livros que estou lendo calma e lentamente, ao invés de num pulo, como de costume. Nem me importo muito com os quatro filmes que estão no HD desde junho, e que se eu não vi em julho muito menos vou ver agora. Nem me importo muito de estar dormindo pouco e de ter dito sim tão rápido. Está valendo a pena, vai valer mais e jajá terei tempo, quarto e vida um pouco mais organizados. Eu. Eu. Eu. Acho que vou me dar “o” presente de aniversário. Faltam apenas 18 dias agora. E além do ingresso pro show do Nouvelle Vague, comemoração da noite oficial [que já tá na mão, né Dea?], eu só preciso agora de um lugar onde caiba as trinta e poucas pessoas que estão por perto [sim, porque têm mais outras trinta e poucas espalhadas por Teresina, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Recife que se eu pudesse mandava buscar] e que eu gostaria de convidar pra festa que eu pretendo dar, se eu encontrar um lugar. O resto é mar. É saudade de pessoas queridas [eu quero a minha mãe!]. É a lembrança da festa de despedida da Ana Bean no Milo, que deixou meu pé doendo de tanto dançar, meu bolso vazio de tanta Heineken e ainda por cima me mostrou duas coisas importantes. É o livro da Miranda que o Igor me deu. São as músicas que eu ando ouvindo e a minha paixão tardia por Arctic Monkeys . É a receita de risoto que o Lucas me deu e eu quero testar logo. É o meu não tão recém-descoberto assim, mas crescente, interesse pela cidade de São Francisco. É a espera pelo Tim e pela Mostra de Cinema. As fotos que eu talvez faça na terça. A Camis rindo das minhas desgraças. O melhor suco de morango do mundo, que eu mesma fiz hoje. O apartamento de pernas por ar. As roupas que eu sempre esqueço na máquina de lavar. O show de lançamento do cd do Ecos Falsos que eu não posso perder. O sobe e desce das temperaturas paulistanas. E, a quem interessar possa, a minha tradicional lista de presentes que me deixariam muito feliz no meu aniversário ou em qualquer outro dia. Tipo, amanhã. Rá.
01. F. i . l . m . e . s
02. L. i . v . r . o . s
03. C . a . m . i . s . e . t . a . s
04. P . o . s . t . e . r . s d . e F . i . l . m . e . s
05. Coisas cheirosas de pitanga, maracujá e castanha.
06. Uma conta pró no flickr
07. Um Allstar preto
08. Cadernos sem pauta + lápis de cor
09. Filme instantâneo Polaroid 600
10. Uma bolsa amarela, grande.
Bônus track: minha tatuagem nova. Ai.

10 Comments, Comment or Ping

  1. dea

    o meu é amarelo ju! =]

  2. deus do céu, você é hiperativa ou o quê? eu morro de preguiça de colocar UM link num post.

  3. è sempre bom vir aqui ler suas coisitas e sua dicas!

    beijo;), também estou com uma pilha de livro que não tô aguentando…

  4. tenho que confessar ser leitora assídua dos teus post, nunca vi tanta carga cultural numa só pessoa..
    parabéns e, pelo amor de deus, atualiza sempre, pro bem da nação ;)

  5. Gostei das dicas de filmes.

  6. Cara! vc é uma figura! e como gosto de ler tuas coisas… acho, ao mesmo tempo, engraçado e inteligentemente sarcástico.
    temos coisas parecidíssimas.

    Beijos!

  7. ufa! eu tenho uma bolsona amarela linda, que todo mundo adora quando ve. cabe um bando de coisa dentro, super util. te empresto se voce me ensinar a escrever que nem gente grande, assim. :-)
    reposta:
    ensino.
    \o/

  8. Menina,num é que eu tou querendo uma bolsa amarela também :D
    ;***

  9. Aqui, compro desesperadamente ingressos pro Nouvelle Vague. Conhece algum santo milagreiro pro meu caso?
    Beijo procê

    resposta:
    pior que não conheço.
    e queria conhecer porque um monte de gente querida ficou sem.
    :/

  10. Off topic: adorei seu post no blog da Samsung. =)

    resposta:
    brigada.
    #)

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miaazaroseuquerida