azar o seu, querida*

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mini diário de uma viagem curta.

Sexta-feira. São Paulo. Avião. Brasília. Avião. Teresina. Mãe. Amigos. Abraços. Avô. Tião. Pappardelle. Mais abraços. Tios e tias. Casa nova. Avô. Mãe. Tião. Tia. Primo. Amigas. Abraços. M2 Publicidade. Teatro JP2. Médelei. Amigos. Conhecidos. Abraços não fazem mal a ninguém. Canto bom. Café Faubert. Amigos. Conhecidos. Tudo Mais. Abraça o meu abraço. Passeio. Quiosque. Sábado. Recepção. Tio, tia, irmãos, comadre. Abraços, abraços, abraços.Casa número 2. Bolo, balão. Casa. Avô. Mãe. Tião. Aniversário. Bolo, guaraná. Tios, tias, primos, nenhuma prima. Mais abraços. Família, família, nunca perde essa mania. Tambo Mambo. Amigos, conhecidos, tangirosca e psicológico. Abraça, abraça, abraça. Domingo. Mamãe, mãe, mãezinha, mainha, manhê. Abraço, abraço, abraço. Sorvete. Riverside. Pão de Açucar. Boys Don’t Cry. Amigos. Conhecidos. O melhor abraço do mundo. Pão de Açucar. Quiosques. Amigos. Segunda. Nesa. Centro. Compras. Casa número 2. Almoço especial. Casa. Avô. Mãe. Tião. Casa do coração. Todas as boas lembranças. Abraço…Cachacinha. Carona. Conhecidos, amigos, mais do que isso. Téo. Casa. Avô. Mãe. Tião. Terça. Avô. Mãe. Tião. Malas. Tias. Despedidas. Aeroporto. Família. Amigos. Abraços, abraços, abraços. Avião. Brasília. Avião. São Paulo. Abraço.

Não há lugar como o lar…mas e quando existe mais de um lar?

Foi bom: ouvir o meu avô, ver a minha mãe, alguns dos velhos amigos, alguns dos novos, algumas boas iniciativas, a família reunida em volta da mesa, um amigo querido cancelando um jantar porque estava com o filho no colo e o céu laranja mais bonito até aqui.

Faltou: comer aquele bolo de chocolate , ver o Boemia, alguns dos velhos amigos, alguns dos novos, aquelas telas, aquele podcast, alguns encontros, alguns abraços, algumas conversas, uma parte da família em volta da mesa e uma tarde inteira comendo caranguejo.

Momento nostalgia: numa época de Boa Noite Teresina e de vizinhos tentando fechar o Boemia, impossível não sentir falta dos tempos em que havia na cidade uma certa “fartura”, não só de boas bandas como de lugares pra elas se apresentarem. Bons tempos de Tequila, Palmares, Melodia, Noé Mendes, Boca da Noite, Boemia I e II e alguns outros lugares, bares, festas e festivais, que serviam de palco pra bandas novas e velhas, covers ou com músicas próprias, de amigos ou conhecidos, quase sempre amigas entre si e que deixaram lembranças de todas as espécies. É provável que essa sensação seja apenas um dos cutucões que o tempo dá na gente, pra avisar que está passando, e que vista sob a lente de aumento da distância física a dita se torne ainda mais melancólica. Mas o fato é que, embalada por essa sensação, resgatei das coisas que ficaram o meu disco do Amigos do Vigia [uma das principais bandas desses bons tempos], e trouxe na mala junto com a constatação recorrente de que essa falta de tempos que não voltam mais é uma das três piores coisas que existem pra se sentir. Ai de mim que sou saudosista.

1. trazer você aqui: amigos do vigia
2. rotina: amigos do vigia
3. mil formas: amigos do vigia
4. por onde andei: amigos do vigia
5. sobre a noite: amigos do vigia
6. corvo: amigos do vigia

4 Comments, Comment or Ping

  1. que bom que foi tão bom. que bom mesmo.

  2. as viagens são sempre curtas pra todos os abraços.

  3. Karina

    Ju,
    Sabe que também tive um final de semana cheio de abraços, e, principalmente, colo de mãe?
    É mesmo estranho a gente ter mais de um lar… parecem vidas paralelas, não?

    Um beijo, boa semana e curta as lembranças!!

  4. que eu receba tantos abraços assim também.

Reply to “mini diário de uma viagem curta.”

miaazaroseuquerida