segundo domingo de maio.

>>Agyness Deyn.
Muito tem se falado sobre o disco de Scarlett Johansson e sua falta de voz. Eu confesso que ainda não ouvi o disco da moça, mas adorei a alfinetada que minha amiga Marina Santa Helena deu na dita, porque veio com a terceira melhor dica da semana. Agyness Deyn, como bem ilustrou minha comadre, é o novo fenômeno das passarelas e editorias de moda por ai (eu mesma quase tive um troço ao ver as seis capas da edição de maio da I-D e tive que ser arrastada da Fnac pra não comprar uma de cada) e acaba de lançar um single com a banda novaiorquina 5 O’Clock Heroes [muito conhecida por pouca gente]. Se a top canta melhor que a diva eu ainda não sei [onde eu acho o disco da Scarlett pra ouvir, hein minha gente?], mas que “Who” já tocou umas dez vezes, só hoje, aqui no meu youtube, é fato.
http://www.youtube.com/watch?v=dWvw6ZpK1j4&eurl
>>Alina Orlova

Uma cantora da Lituânia, de apenas 19 anos de idade, e que, pra completar, também é um talento só nas artes gráficas. “Sounds Likesomeone’s crying behind a wall“. A dica foi da querida Lilian De Munno.
http://www.youtube.com/watch?v=Lk2U5zaLysI
http://www.myspace.com/alinaorlova
>>The Blow

A descoberta mais bonitinha do domingo é uma banda do Oregon, daquelas bandas de dois, cuja moça me lembra Miranda July. Quer dizer, era uma daquelas bandas de dois, porque parece que o parceiro de Khaela Maricich resolveu abandonar a pobre pra cuidar de um projeto solo com nome esquisito. Whatherever. A música do domingo é uma graça e com certeza vai ficar no repeat durante a semana inteira.
http://www.youtube.com/watch?v=7ND9A-icfpo&eurl
http://www.myspace.com/theblowus

“Someday
When I’m awfully low
When the world is cold
I will feel a glow just thinking of you
And the way you look tonight”
Prefiro Stephanie Toth.

Hoje, na Folk This Town.
[foto: http://www.flickr.com/photos/tecatoth]
Porque depois de bolinhas coloridas, espuma não seria nada mal.
http://br.youtube.com/watch?v=luOL41yLG5c
>> Bilhete na geladeira. Não tem mais graça dizer que a vida anda corrida. E como diria aquele outro Fábio, senta aqui, não tenha tanta pressa.

>>Então eu já comentei que trabalho com esse monte de mulher louca, e como se não bastasse só piora: a última aquisição do “escritório das sei-lá-quantas-porque-já-perdemos-as-contas-mulheres”, garantiu que era capaz de fazer uma feijoada de banana. E disse mais; jurou que o acepipe era bom e que íamos todas lamber os carnudos beiços. Estava certa. Ainda mais que pra acompanhar serviram uma caipirinha de cerveja que explica a falta de foco em algumas das fotos do evento. A receita da tal feijoada de banana não podia ser mais simples: comece como se fosse fazer uma feijoada “normal” e na hora de colocar o feijão substitua por banana verde [isso, verde] picada. A receita de caipirinha de cerveja eu divulgo na próxima festa na minha casa. E azar de quem não for convidado.
>> Se eu não tivesse visto Hiroshima Meu Amor só agora, My Blueberry Nigths seria o filme visto em 2008 mais bonito até aqui. É possível que a maioria diga que, comparado aos seus outros filmes, esse é o “pior” trabalho de Wong Kar Wai, e talvez em alguns aspectos até seja mesmo. Mas eu não ligo. Não ligo pras bobagens, pros supostos clichês ou pros críticos: My Blueberry Nigths tornou-se pra mim um daqueles filmes que a gente chama de “meus”; pela história, pelos diálogos, pelos não-diálogos, pelas entrelinhas, pelas cores, pelas músicas, pelas semelhanças, pelo querer que fosse semelhante. E é óbvio que eu estou exagerando, mas agora mesmo não consigo me lembra de nenhum beijo no cinema mais bonito que aquele, no meio do filme, antes de tudo mudar. “Como ela, eu não teria me despedido. Como ele, continuo no mesmo lugar”.
>>Pulei o show do Calcinha Preta. Sabe como é, a vida anda corrida.

>>Há duas semanas fui convidada para, junto com outras 20 pessoas que tem blogs e flickrs, participar de uma ação promovida pela LG, sob a batuta da One/Dudinka, com acessoria da Blogcontent e produção de Marina Santa Helena. A ação era pra promover o LG Viewty, o novo celular [smartphone?] da LG com câmera de 5 megapixels e tela sensível ao toque. Ganhei o celular, um passeio de helicóptero, vi um jogo do São Paulo [meu time do coração] no Morumbi e ainda bati um pênalti, descalça, no estádio que eu morria de vontade de conhecer, pouco antes de rumar pra um happy hour no Bar Brahma. Não dá pra negar que pra mim o Safári Urbano foi um sucesso completo, um dia memorável. Também não dá pra negar que achei o celular lindo, e que a câmera, mesmo tendo alguns defeitos [como as aberrações cromáticas que aparecem em algumas fotos] é muito superior à qualquer outra câmera de qualquer outro celular que eu conheça, e eu pelo menos não esperava mais que isso [mas isso quem está dizendo sou eu que não entendo lhufas de tecnologias, dá pra ler uma boa crítica, feita por alguém que entende bem mais que tecnologia do que eu, aqui]. Já pra discussão sobre jabá e ética na “blogosfera”, que começou no Twitter e se estendeu por vários blogs, eu confesso que tenho preguiça, deixo pros entendidos. Quer ver as fotos do evento? Aqui, aqui, aqui e aqui.

>>A banda mais tocada no meu mp3 player nos últimos dias é na verdade uma dupla finlandesa radicada em Paris, batizada de The Dø. A dica é do meu amigo, arquiteto e promoter Gualberto Jr., e “Stay Just a Little Bit More” já é um hit fofo do caminho pro trabalho. Mais que bem recomendado.
>>Vale muito a pena gastar r$20 na edição da revista Key que está nas bancas. Cheia de boas referencias de arte, cinema e literatura, a nona edição da revista idealizada e dirigida por Erika Palomino traz matérias interessantíssimas sobre arte contemporânea e moda, além de encher os olhos com fotografias e um projeto gráfico de primeira qualidade. Quero assinatura djá.

>>E por falar em fotografia, estão em cartaz na Caixa Cultural, na praça da Sé, até o dia 25 de Maio, as exposições “O Japão de Pierre Verger - Anos 30″ e “O Japão de Descamps e Desprez - Anos 90″. Aproveita meu povo, que é de graça.

>>E enquanto não invento um bom motivo pro próximo chá da camiseta, babo em cima das camisetas da recém por mim descoberta Oh!Shirt. Gratidão eterna pra quem me presentear com essa mimosa do Dali.
>>Falando em moda, daqui a pouco tem coleção nova da minha amiga Rita Prado. A inspiração? Thin Pink!
>> Por fim, os quatro melhores blogs/sites recém descobertos: O pequi, de Ricardo Gaioso e Leandro Guima; Oficina de Estilo, de Cris Gabrielli e Fê Resende; Frufru da Flávia Lacerda e Don’t Touch My Moleskini da Daniela Arrais. Enjoy.
[p.s.: i wanna draw a constellation from your freckles.]
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